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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Secretário de Estado dos EUA enfatiza necessidade da unidade do Golfo contra Irã

O novo secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, enfatizou a necessidade de unidade entre os aliados do Golfo durante uma breve visita a Riade, neste domingo, enquanto Washington pretende reunir apoio para novas sanções contra o Irã.


Por Lesley Wroughton e Sarah Dadouch | 
Reuters

RIAD - Pompeo assegurou à Arábia Saudita que os Estados Unidos abandonariam o acordo nuclear de 2015 com o Irã, alcançado pelo antecessor do presidente Donald Trump, a menos que conversas com parceiros europeus produzam melhorias para garantir que a República Islâmica nunca possua armas nucleares.


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Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo | Reprodução

“O Irã desestabiliza toda a região. Apóia milícias e grupos terroristas. É um traficante de armas para os rebeldes Houthi no Iêmen. Também apóia o assassino regime de Assad (na Síria)”, disse ele em declarações conjuntas com o ministro das Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir.

“A união do Golfo é necessária e precisamos alcançá-la.”

Pompeo também abordou a divisão entre o Catar e seus vizinhos, dizendo a repórteres após deixarem Riade: “Estamos esperançosos de que eles, a seu modo, descubram como acabar com a disputa entre eles”.

A Arábia Saudita, juntamente com os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito, cortou relações de viagens e comércio com o Catar em junho passado, acusando-o de apoiar o terrorismo e o arqui-rival Irã do outro lado do Golfo.

Doha negou as acusações e disse que os três países do Golfo querem reduzir sua soberania. De sua parte, o Irã nega apoiar o terrorismo ou ter procurado desenvolver armas nucleares.

Os Estados Unidos, que têm bases militares tanto no Catar quanto em alguns dos países alinhados, estão tentando mediar a disputa do Catar. Trump ficou ao lado dos sauditas e dos Emirados no começo da crise, mas agora está pressionando por uma resolução para manter uma frente unida contra o Irã.

Altos funcionários do Departamento de Estado disseram que Pompeo, em discussões com líderes sauditas, discutirá o comportamento do Irã na região e pedirá sanções para conter seu programa de mísseis balísticos, um sentimento ecoado por seu homólogo saudita.

O movimento armado Houthi do Iêmen disparou mais de 100 mísseis contra a Arábia Saudita, o mais recente subterfúgio que matou um homem no sábado, na província de Jizan, no sul da Arábia Saudita.

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