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Militares dos EUA prometem responder a possível ataque turco contra cidade síria de Manbij

Os militares norte-americanos prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade síria de Manbij à luz de uma possível operação turca na área, afirmou o comandante do Conselho Militar de Manbij, que faz parte das Forças Democráticas da Síria (FDS), Ebu Adil.
Sputnik

Em entrevista à Sputnik Turquia, Ebu Adil comentou a resposta dos EUA às preocupações expressas pelos representantes do Conselho Militar de Manbij devido a um possível ataque contra a cidade síria por parte de Ancara.


"Há dois anos, em conjunto com as forças da coalizão liderada pelos EUA, nós limpamos Manbij do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países]. Desde então, na cidade se encontram forças da coalizão. Algum tempo atrás, nós falamos com os militares norte-americanos sobre um possível ataque da Turquia contra Manbij. Os militares dos EUA prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade, de onde quer que ele provenha", afirmou o comandante do conselho.

Além disso, ele …

Sírios em bairro bombardeado saíram pela rua em busca de abrigo, diz família de refugiada em SP

Razan Suliman recebeu notícias da família que mora em um bairro atingido pelo bombardeio, no norte da cidade de Damasco: moradores buscaram abrigo no meio da madrugada.


Por Vivian Reis | G1 SP

A família da refugiada síria Razan Suliman, de 29 anos, que mora em um bairro de Damasco atacado por um bombardeio dos EUA, Reino Unido e França, contou que precisou sair às ruas procurando abrigo na madrugada de sexta-feira (13) para sábado (14). O prédio onde moram fica no norte da cidade, atingido pelo bombardeio.

Centro de pesquisa científica destruído em Damasco por bombardeiro de EUA e aliados, em Barzah, no norte da cidade (Foto: Omar Sanadiki/Reuters)
Centro de pesquisa científica destruído em Damasco por bombardeiro de EUA e aliados, em Barzah, no norte da cidade (Foto: Omar Sanadiki/Reuters)

Razan nasceu em Aleppo, mas se mudou para São Paulo há três anos e meio com o marido porque os conflitos tornaram a vida impossível no país. No Brasil, mora no bairro do Ipiranga, Zona Sul da capital paulista, e se sustenta vendendo comidas típicas por encomenda. Mas toda a família continua em Damasco, capital da Síria.

“Recebi uma mensagem deles no grupo da família no Whatsapp por volta das 6 horas e desde então acompanho as notícias ao vivo por um canal sírio via YouTube. Eles avisaram que ninguém se feriu, que as pessoas nas ruas dançam e comemoram não terem sido atingidas, mas ficaram temporariamente nas ruas por medida de segurança”, contou ao G1.

Segundo Razan, a avó, tios e primos moram em um prédio do governo na cidade de Damasco, e na hora do bombardeio é mais seguro estar nas ruas, buscando abrigos, do que dentro da própria casa, localizada exatamente na região atingida.

Por conta da guerra, Razan passou fome, perdeu 41 familiares e também morou na rua, grávida do filho Adam.

“Na verdade, todos lá estão acostumados a sair das próprias casas. As pessoas precisam encontrar lugares para se abrigar quando caem bombas”, afirma Razan, que se mudou mais de dez vezes enquanto morou na Síria por conta dos conflitos.

O bombardeio

As forças aéreas e marinhas dos Estados Unidos, Reino Unido e França lançaram 105 mísseis contra alvos na Síria na noite desta sexta-feira (13). Os três países agem em retaliação após acusarem o governo sírio de uso de armas químicas contra civis.

Razan Suliman diz ser contra os ataques da coalizão e acredita que a atitude só vai gerar mais conflitos, com uma reação do governo.

“No meu entendimento, o governo sírio trabalha para conter o terrorismo e evitar que cheguem pelo Líbano, pela Jordânia, por Israel. Os Estados Unidos não podem fazer isso, não têm esse direito; é o nosso país, é o nosso presidente, não entramos no país deles”, opina.

A jovem, contudo, reconhece que o tema é polêmico mesmo entre a comunidade síria em São Paulo. “A maioria dos refugiados aqui está com os Estados Unidos”, disse Razan, que participa de um grupo de refugiados pelo WhatsApp.

“Eu apoio Assad, mas acho que se a coalizão tem um problema, que resolva diretamente com ele, que está ótimo, em casa, sem precisar fugir às pressas, e não destruir a cidade inteira. Eles condenam a morte com mais morte? Eu mesma; você acha que estou super feliz? O Brasil me acolheu, mas minha família está lá, meus amigos, não tenho minha irmã para conversar aqui. Sinto falta”, completa.

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