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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Sudão do Sul: conflito agrava-se e 10 trabalhadores humanitários estão desaparecidos

Chefe da Missão da ONU, Unmiss, no país diz que violência tem impacto arrasador na vida dos civis; trabalhadores humanitários, incluindo três funcionários da ONU, estão desaparecidos desde quarta-feira.


Alexandre Soares | ONU

Um aumento dos conflitos no Sudão do Sul está a ter “um impacto arrasador em milhares de civis e nas agências humanitárias”, anunciou hoje a Missão da ONU no país, Unmiss. Paradeiro de 10 trabalhadores humanitários é desconhecido.


Membro da Unmiss acompanhando pessoas deslocadas internamente | Unmiss

Numa nota, a missão da ONU diz “estar profundamente preocupada com a intensificação dos combates” no país, que é independente desde 2011. 


Civis

O representante especial do secretário-geral e chefe da Unmiss, David Shearer, afirmou que “civis inocentes estão sendo apanhados pelo fogo cruzado, incluindo muitas mulheres, crianças e pessoas idosas.”

Segundo ele, “as equipas no terreno estão a noticiar incidentes de assassinatos, violência sexual, casas sendo queimadas, gado sendo roubado, e hospitais e escolas sendo pilhados.”

Mais de 30 trabalhadores humanitários foram deslocados nas últimas duas semanas devido ao perigo. Milhares de pessoas estão abrigadas em áreas pantanosas ou de mato, onde não têm acesso a comida, água potável e cuidados médicos.

Os combates também acontecem junto da base da Unmiss em Leer, que acolhe 1,1 mil deslocados internos. Um número mais pequeno de pessoas está alojado no centro da ONU em Bentiu, que aguarda a chegada de mais pessoas.

Negociações

Shearer disse que “este aumento da violência está a causar imenso sofrimento, prejudicar a vida dos civis e a capacidade de prestar ajuda humanitária.” O representante especial acredita que a situação “vai contra o acordo de cessação de hostilidades que foi assinado há apenas uns meses.”

O chefe da Unmiss pede que “as partes em conflito entreguem as suas armas, coloquem o interesse das pessoas em primeiro lugar, e trabalhem juntas para construir uma paz duradoura.”

O enviado especial disse ainda que “os líderes políticos precisam mostrar que estão dispostos a fazer compromissos para resolver este conflito” nas próximas discussões de paz.

Desaparecidos

Na última quarta-feira, desapareceram 10 trabalhadores humanitários no país. Todos eram cidadãos do Sudão do Sul e seguiam para a cidade de Tore para realizar uma avaliação humanitária.

O coordenador humanitário para o país, Alain Noudehou, pediu o regresso imediato e seguro destes funcionários, sem condições. Nordehou disse estar “profundamente preocupado” com o seu paradeiro e “procurando informação urgentemente.”

O coordenador lembrou ainda que estes funcionários “estão a ajudar o povo do Sudão do Sul e não devem ser tornados alvos.”

Dentre os 10 trabalhadores, três eram funcionários das Nações Unidas. Um trabalhava para o Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, e dois para o Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

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