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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Terceira guerra mundial é risco latente, diz ministro da Defesa venezuelano

Nas condições atuais, uma terceira guerra mundial representa um dos riscos de maior relevância que a humanidade enfrenta, declarou à Sputnik Mundo o ministro da Defesa da Venezuela Vladimir Padrino López, que chegou a Moscou para participar da VII Conferência de Segurança de Moscou.


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"A liderança política supremacista que existe hoje nos EUA carece muito de política e tem muita impulsividade emocional, se afasta muito da diplomacia e recorre muito mais às agressões e às ameaças; acredito que estamos enfrentando uma certa possibilidade de confronto, uma conflagração a nível global", sublinhou ele.


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Ministro da Defesa da Venezuela Vladimir Padrino López | Reprodução

Para Padrino López, é "uma ameaça terminal que acabaria com a humanidade inteira, com o planeta inteiro".

"Vemos como principal ameaça nesse mundo em convulsão o surgimento da guerra fria, guerra que querem gerar a propósito das intenções deliberadas, hegemônicas do império norte-americano, que colocou sobre a mesa a possibilidade de uma guerra mundial", declarou o ministro.

Além disso, afirmou que "o mesmo interesse norte-americano de estar dividindo, de estar acabando com culturas inteiras e com a consequente criação de grupos terroristas no mundo, faz com que o terrorismo seja um fator que também se transforma em uma grande ameaça".

"Estas são as duas grandes ameaças que vemos aqui. Bem como a grande ameaça no mundo digital que estamos vivendo em matéria de segurança cibernética dos Estados, que já estão penetrando as fronteiras digitais para perturbar as questões dos serviços básicos de segurança e defesa dos países, a fim de criar ansiedade e caos e atingir seus fins macabros e malévolos", opinou ele.

A VII Conferência de Segurança de Moscou está decorrendo entre 4 e 5 de abril e reúne ministros da Defesa, especialistas militares e representantes de organizações internacionais e não governamentais. O evento conta com a participação de mais de 850 delegados de 95 países.

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