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Rússia testará novo avião de transporte militar até o final do ano

Il-112V deverá substituir modelos soviéticos An-24 e An-26, considerados obsoletos.
Nikolai Litôvkin | Russia Beyond

A nova aeronave de transporte militar Il-112V completou os testes de fábrica e está sendo preparada para o primeiro voo, que está previsto para o final de 2018.


Caso os testes sejam bem sucedidos, o Il-112V substituirá nas Forças Armadas russas os modelos An-24 e An-26, desenvolvidos no início dos anos 1960.

O Ilyushin Il-112 é um avião de transporte militar leve de asa alta que está sendo desenvolvido pela Ilyushin Aviation Complex para transporte de cargas militares, equipamentos e pessoal.

Sua capacidade de carga máxima "útil" a bordo será de até cinco toneladas.

Os projetistas pretendem desenvolver duas versões do avião: uma com hangares estendidos para o transporte de equipamentos militares, carga e soldados; e outra, civil, para o transporte de passageiros e carga leve.

O Il-112V é um monoplano com configuração aerodinâmica tradicional e dois poderosos motores…

Trump e Macron defendem acordo mais amplo com Irã

Em visita aos EUA para convencer o presidente americano a não abandonar o pacto nuclear, líder francês diz que países vão trabalhar por um novo acordo iraniano, ainda mais abrangente. Trump classifica acordo de "insano".


Deutsch Welle

Em visita de Estado a Washington, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, defenderam nesta terça-feira (24/04) um novo acordo nuclear com o Irã, depois de o presidente americano ter classificado o pacto atual de "insano".


Macron faz sua primeira visita oficial aos EUA como presidente da França
Ao lado de Trump, Macron faz sua primeira visita oficial aos EUA como presidente da França

"Posso dizer que tivemos discussões muito francas sobre o assunto, apenas nós dois", declarou Macron durante coletiva de imprensa ao lado de Trump, após uma reunião entre os dois líderes. "A partir de agora, desejamos, portanto, trabalhar em um novo acordo com o Irã."

O americano, por sua vez, disse acreditar que os países terão "uma grande chance de fazer um acordo provavelmente muito maior" do que o firmado em 2015 por seu antecessor, Barack Obama. Ele ressaltou, contudo, que qualquer novo pacto terá de ser construído sobre "bases sólidas".

"Este é um acordo com bases decadentes. É um acordo ruim, com uma estrutura ruim. Está desmoronando", acrescentou Trump. "Veremos o que acontece no dia 12."

O republicano tem até 12 de maio para decidir o futuro do acordo nuclear, que envolveu um alívio das sanções internacionais ao Irã, em troca do desmantelamento de seu acordo nuclear. Essas sanções são revistas periodicamente. Na vez passada, em 12 de janeiro, Trump antecipou que aquela seria "a última vez" que manteria as sanções suspensas, fazendo um suspense sobre 12 de maio.

A visita de Macron a Washington – a primeira do francês aos EUA desde que assumiu o cargo, em 2017 – faz parte do esforço europeu para convencer o presidente americano a permanecer no acordo nuclear iraniano, firmado em 2015 entre Irã, Estados Unidos, França, China, Reino Unido, Rússia e Alemanha.

O presidente francês e outros líderes europeus – como a chanceler federal alemã, Angela Merkel, que viaja a Washington também nesta semana – têm tentado repetidamente convencer Trump a não abandonar o pacto. O americano quer acrescentar cláusulas no acordo para torná-lo mais rígido, mas muitos de seus aliados europeus acreditam que elas representariam uma violação legal.

Nesta terça-feira, Macron defendeu que a revisão do acordo deveria levar em consideração três elementos adicionais: o programa de mísseis balísticos de Teerã, sua influência no Oriente Médio e o que acontecerá após 2025 – quando, sob o atual acordo, o Irã poderia reiniciar progressivamente parte de programa nuclear.

O líder francês negou que esteja pressionando por um novo acordo com o Irã, mas disse considerar o pacto inicial de 2015 como apenas o "primeiro pilar" de um eventual acordo ainda mais amplo.

Um acordo "terrível"

Mais cedo nesta terça-feira, antes de iniciar sua reunião com Macron, o presidente americano tachou o acordo nuclear de "ridículo" e "terrível" e afirmou que os EUA "nunca deveriam tê-lo assinado".

"Pode escrever. Se eles [Irã] reiniciarem seu programa nuclear, terão problemas maiores do que os de antes", alertou Trump. Teerã disse estar disposto a adotar "medidas drásticas" e retomar o programa se o presidente decidir, no próximo mês, não renovar o alívio de sanções ao Irã.

Trump ainda usou linguagem forte para acusar o país de um criador de problemas em todo o Oriente Médio. "Não importa aonde você vá no Oriente Médio, o Irã parece estar por trás de todos os lugares onde há problemas", disse o presidente ao lado de Macron.

O líder francês, por sua vez, afirmou que o acordo com o Irã precisa ser discutido num contexto mais amplo na região. "Temos a Síria, temos eleições próximas no Iraque. Precisamos de estabilidade para preservar nossa aliança na região. O acordo é parte desse contexto", antecipou.

Macron acrescentou que Paris e Washington têm "um objetivo comum". "Queremos garantir que não haja escalada ou proliferação nuclear na região. Agora precisamos encontrar o caminho certo para seguir adiante."

Irã rejeita revisar acordo

Nesta terça-feira, o governo do Irã reafirmou que não aceitará renegociar ou alterar o acordo nuclear e acusou os EUA de agir de forma temerária ao ameaçar deixar o pacto.

Em reunião preparatória para a Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares em 2020, o embaixador do Irã na ONU, Reza Najafi, reiterou o compromisso e a contribuição do país para o desarmamento e disse que o pacto é "um sucesso histórico da diplomacia multilateral".

Najafi também defendeu que o Irã "implementou plenamente seus compromissos do acordo nos últimos três anos, como confirmaram em dez ocasiões os relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica desde 2016".

"A nossa resposta é clara e firme: não, o acordo não será renegociado ou alterado", ressaltou o embaixador, acusando os EUA de ter violado continuamente os termos do acordo, especialmente com ações para coagir os outros participantes a descumprirem suas promessas.

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