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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Trump prediz novo ataque contra Síria: 'Rússia, prepare-se'

Usando sua ferramenta predileta de comunicação com o mundo exterior, ou seja, o Twitter, o presidente dos EUA lançou avisos provocatórios na manhã de quarta-feira (11).


Sputnik

"A Rússia promete abater quaisquer mísseis disparados contra a Síria. Prepare-se, Rússia, pois eles estão chegando, bons, novos e 'inteligentes'! Você não deveria se ter aliado ao animal assassino com gás que mata o seu povo e gosta disso!", escreveu o líder estadunidense na sua página.


Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em Ohio, em 29 de março de 2018
Donald Trump © AP Photo/ Pablo Martinez Monsivais

O anúncio aparece na sequência da declaração do presidente feita em 9 de abril, quando Trump afirmou que nas 48 horas seguintes ele e sua administração decidiriam como os Estados Unidos iriam responder ao suposto ataque químico da cidade síria de Douma.

Hoje de manhã, a mídia relatou que Trump e seus assessores estariam considerando uma "poderosa" resposta militar ao suposto uso de uma bomba de cloro, considerando isso a única maneira de impedir futuros ataques do tipo.

A agência de notícias turca Yeni Safak informou, citando suas fontes, que Washington já teria escolhido 22 alvos, inclusive russos, na Síria.

Porém, passada uma meia hora, o líder dos EUA parece ter abrandado a retórica, se perguntando se chegou a hora de por fim à corrida armamentista.

"Nosso relacionamento com a Rússia hoje é pior que nunca, inclusive na época da Guerra Fria. Não tem motivo para isso. A Rússia precisa de nós para salvar sua economia, algo bem fácil de fazer, e precisamos que todas as nações cooperem. Terminar a corrida armamentista?", publicou.

Vale ressaltar que, em 2013, na época da presidência de Barack Obama, que também considerou as mesmas variantes de agressão militar contra a Síria, Trump expressou uma opinião completamente oposta.

"Não ataquem a Síria — esse ataque não vai trazer nada senão problemas para os EUA. Se foquem em fazer nosso país forte e grande de novo!", escreveu ele no Twitter em 9 de setembro de 2013.

​Já a chancelaria russa, representada por Maria Zakharova, se apressou a comentar a declaração provocatória de Trump, assinalando que os ataques norte-americanos deveriam ter como alvo os terroristas e não o governo do país que combate ao terrorismo.

"Os mísseis inteligentes devem voar em direção dos terroristas e não de um governo legítimo que luta contra o terrorismo internacional no seu território por muitos anos", escreveu Zakharova no Facebook.

Além disso, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia sugeriu qual o objetivo que, de fato, estaria por trás do ataque planejado.

"A propósito, os inspetores da OPAQ [Organização para a Proibição de Armas Químicas] foram avisados de que agora os mísseis inteligentes vão destruir todas as provas de uso das armas químicas no terreno? Ou toda a ideia consiste em rapidamente se livrar dos vestígios de uma provocação [com cloro] através de mísseis inteligentes, para que os inspetores internacionais já tenham nada para buscar como provas?", escreveu a diplomata.

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