Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

OTAN se prepara para maiores exercícios militares desde 2002

A OTAN está se preparando para realizar seus maiores exercícios militares desde 2002. Trata-se dos Trident Juncture 2018, dos quais participarão mais de 40.000 militares de 30 países membros e parceiros da OTAN.
Sputnik

A fase principal das manobras irá ser realizada entre os dias 25 de outubro e 7 de novembro, na Noruega e áreas vizinhas, com exercícios preliminares nas águas ao largo da costa da Islândia de 15 a 17 de outubro.

Defender-se contra 'qualquer ameaça em qualquer momento'

O objetivo dos exercícios é a dissuasão e defesa contra "qualquer ameaça, de qualquer lugar e em qualquer momento", explicou nesta semana o almirante da Marinha dos EUA a jornalistas em Bruxelas, James G. Foggo III, comandante dos exercícios.

O militar revelou que os Trident Juncture mostram que a OTAN está unida e pronta para se defender valendo-se da defesa coletiva. Neste sentido, o cenário dos exercícios inclui uma violação da soberania de um aliado da OTAN, neste caso da Noruega.

Ao mesm…

Turquia mira mais uma cidade na Síria

Erdogan promete avançar sobre Manbij, também dominada pela milícia curda YPG. Só que lá estão estacionados soldados americanos, que são aliados do grupo rebelde.


Deutsch Welle

A cidade estratégica de Manbij, a oeste do rio Eufrates, está prestes a se tornar o próximo ponto de tensão na Síria. Manbij é controlada pelas forças curdas YPG.


default
Soldados americanos em Manbij, cidade no norte da Síria e perto da fronteira com a Turquia

A Turquia vê as YPG como uma ameaça à própria integridade territorial (por causa das aspirações separatistas dos curdos que vivem em território turco) e já anunciou que pretende expandir sua operação na Síria para Manbij e também para regiões a leste do Eufrates.

Essa operação, batizada Ramo de Oliveira, foi bem-sucedida até o momento, com a conquista da cidade de Afrin e arredores pelo Exército da Turquia e grupos aliados entre os rebeldes sírios.

Aparentemente, a Turquia só não concretizou sua ameaça de avançar sobre Manbij por que lá estão estacionados soldados dos Estados Unidos.

A presença americana cria um impasse entre a Turquia, que combate a milícia YPG, e os Estados Unidos, que apoiaram e armaram essa força curda. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusa os EUA de apoiarem terroristas. Os dois países são parceiros na Otan.

Nos últimos dias vários sinais deixaram claro que o governo dos Estados Unidos está debatendo a presença das suas tropas em solo sírio. O presidente Donald Trump afirmou que deseja sair da Síria. "Quero trazer nossos soldados de volta."

Pouco depois, a Casa Branca tentou esclarecer as declarações e disse que os Estados Unidos estão comprometidos com a erradicação do "Estado Islâmico" da Síria e que essa luta está chegando rapidamente ao fim, o que só elevou as dúvidas sobre quanto tempo ainda vai durar a presença americana.

Uma retirada significaria, na prática, o fim da aliança dos Estados Unidos com os curdos, que foi fundamental para a reconquista de várias áreas antes dominadas pelo "Estado Islâmico", incluindo a própria cidade de Manbij, em 2016.

Nos bastidores, os EUA tentam assegurar à Turquia que a aliança com as YPG não implica apoio a pretensões territoriais por parte dos curdos. Uma opção que estaria sendo considerada para se chegar a um consenso seria o recuo das YPG para leste do Eufrates, deixando o controle sobre a cidade de Manbij para os turcos. Porém, há também relatos de que os EUA estariam fortalecendo suas posições nessa região da Síria.

A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas