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Irã desloca sistema russo de defesa S-300 para a costa do golfo Pérsico (VÍDEO)

Uma coluna de caminhões iranianos transportando vários sistemas anti-aéreos russos S-300 Favorit para a costa do golfo Pérsico foi capturada em vídeo por um motorista e postada no YouTube.
Sputnik

O vídeo mostra como caminhões transportam partes dos sistemas antiaéreos e coincide com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã com o envio de um grupo de combate naval dos EUA para a costa iranianas, relata Alarabiya.


Segundo o jornal russo Rossiyiskaya Gazeta, o envio dessas unidades do S-300 para a costa persa responde à crescente presença militar e naval dos Estados Unidos. O artigo também explica que as unidades não viajam sozinhas por via terrestre e fazem isso em caminhões para preservar sua vida útil e garantir a segurança durante a viagem.

Em 13 de maio, o comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadé, assegurou que o país persa estava pronto para atacar os Estados Unidos devido à presença do referido grupo naval na região.

Hajizadé…

Turquia mira mais uma cidade na Síria

Erdogan promete avançar sobre Manbij, também dominada pela milícia curda YPG. Só que lá estão estacionados soldados americanos, que são aliados do grupo rebelde.


Deutsch Welle

A cidade estratégica de Manbij, a oeste do rio Eufrates, está prestes a se tornar o próximo ponto de tensão na Síria. Manbij é controlada pelas forças curdas YPG.


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Soldados americanos em Manbij, cidade no norte da Síria e perto da fronteira com a Turquia

A Turquia vê as YPG como uma ameaça à própria integridade territorial (por causa das aspirações separatistas dos curdos que vivem em território turco) e já anunciou que pretende expandir sua operação na Síria para Manbij e também para regiões a leste do Eufrates.

Essa operação, batizada Ramo de Oliveira, foi bem-sucedida até o momento, com a conquista da cidade de Afrin e arredores pelo Exército da Turquia e grupos aliados entre os rebeldes sírios.

Aparentemente, a Turquia só não concretizou sua ameaça de avançar sobre Manbij por que lá estão estacionados soldados dos Estados Unidos.

A presença americana cria um impasse entre a Turquia, que combate a milícia YPG, e os Estados Unidos, que apoiaram e armaram essa força curda. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusa os EUA de apoiarem terroristas. Os dois países são parceiros na Otan.

Nos últimos dias vários sinais deixaram claro que o governo dos Estados Unidos está debatendo a presença das suas tropas em solo sírio. O presidente Donald Trump afirmou que deseja sair da Síria. "Quero trazer nossos soldados de volta."

Pouco depois, a Casa Branca tentou esclarecer as declarações e disse que os Estados Unidos estão comprometidos com a erradicação do "Estado Islâmico" da Síria e que essa luta está chegando rapidamente ao fim, o que só elevou as dúvidas sobre quanto tempo ainda vai durar a presença americana.

Uma retirada significaria, na prática, o fim da aliança dos Estados Unidos com os curdos, que foi fundamental para a reconquista de várias áreas antes dominadas pelo "Estado Islâmico", incluindo a própria cidade de Manbij, em 2016.

Nos bastidores, os EUA tentam assegurar à Turquia que a aliança com as YPG não implica apoio a pretensões territoriais por parte dos curdos. Uma opção que estaria sendo considerada para se chegar a um consenso seria o recuo das YPG para leste do Eufrates, deixando o controle sobre a cidade de Manbij para os turcos. Porém, há também relatos de que os EUA estariam fortalecendo suas posições nessa região da Síria.

A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.

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