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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Ucrânia ameaça 'guerra total' com a Rússia se trânsito de gás for interrompido

A Ucrânia alertou a Rússia sobre "consequências geopolíticas" se a companhia russa Gazprom cessar o trânsito de gás pelo território ucraniano.


Sputnik

"Se não houver trânsito pelo território da Ucrânia, a probabilidade de um conflito em grande escala entre a Rússia e a Ucrânia também está aumentando", disse o diretor comercial da Naftogaz, Yuri Vitrenko, ao site 112.

Uma das usina da Gazprom, foto de arquivo
Usina da Gazprom © Sputnik / Ivan Rudnev

"Os políticos europeus precisam entender não apenas as consequências econômicas para a Ucrânia, mas também as consequências geopolíticas para o mundo inteiro", acrescentou o dirigente da principal empresa de gás da Ucrânia.

O contrato de trânsito de gás entre Kiev e Moscou expira em 2019. A Gazprom disse na terça-feira que o contrato não será prorrogado sob quaisquer circunstâncias. A empresa acrescentou que o trânsito de gás pode permanecer, mas somente se a Ucrânia fornecer as condições necessárias para isso.

"Agora a bola está do lado ucraniano. Deve justificar a atratividade econômica e a possibilidade de transitar pela Ucrânia", justificou o vice-presidente do Comitê de Gestão da Gazprom, Aleksandr Medvedev.

A Rússia quer cortar significativamente o seu trânsito de gás através da Ucrânia e redirecioná-lo através da extensão do atual gasoduto Nord Stream da Rússia para a Alemanha sob o Mar Báltico.

Moscou diz que Kiev provou ser um parceiro não confiável nos trânsitos de gás ao longo dos anos. Parte do gás para a Europa também pode ir através do gasoduto Turkish Stream, atualmente em construção.

Quando os dois oleodutos estiverem concluídos, o trânsito pela Ucrânia deverá cair mais de 80%, segundo o CEO da Gazprom, Aleksey Miller. Ele acrescentou que a Gazprom não pretende ajudar os países vizinhos a restaurar suas economias às suas próprias custas.

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