Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Usando ataque químico na Síria, 'Ocidente pretende minar relações russo-turcas'

O caso Skripal sobre envenenamento do ex-espião russo, ataque do ano passado em Khan Shaykhun e investigação sobre uso de armas químicas na Síria estão interligados, opinou especialista Somar Saleh em entrevista à Sputnik.


Sputnik

Na quarta-feira passada (4), a Casa Branca fez um anúncio responsabilizando o governo sírio pelo suposto uso de armas químicas em abril do ano passado na cidade síria de Khan Shaykhun. Especialista sírio do Centro de Estudos Estratégicos, Somar Saleh, acredita que o incidente em questão foi abordado mais uma vez para "fazer com que a Rússia tome medidas de retaliação". Em particular, o Reino Unido, a França e os EUA insistem que a Rússia apoie a iniciativa de realizar investigação especial na Síria.


Istambul, Turquia, funcionário de uma loja manuseia bandeira da Rússia
Bandeiras da Turquia e da Rússia em loja de Istambul © AP Photo/ Thanassis Stavrakis

Neste sentido, o analista aponta dois cenários que afetariam tanto a Rússia como a Turquia.

"Se a Rússia se recusar [a apoiar iniciativa], contra ela será lançado um ataque informativo, indicando que Moscou estaria ligada ao incidente por não permitir que a verdade seja investigada. Se for necessário, o caso Skripal também será ligado ao incidente", afirmou Saleh.

Caso a Rússia aceite a proposta e seja realizada a investigação especial, explica o analista, "ficará claro que a Turquia prestou grande apoio aos terroristas em Idlib [província síria, onde fica a cidade de Khan Shaykhun], o que poderá ser interpretado como um golpe russo contra a Turquia".

"Abordando de novo a questão sobre investigação do ataque químico, o Ocidente pretende minar as relações estratégicas russo-turcas", afirmou Saleh.

Segundo ele, o incidente em Khan Shaykhun tem tudo a ver com o caso Skripal. Assim, a investigação de Londres não conseguiu identificar onde foi produzida a substância tóxica com que foi envenenado o ex-agente secreto russo. Mas, acredita ele, muitos querem que a Rússia seja indicada como produtora do agente tóxico.

"Sabe-se que na Síria foram eliminados todos os estoques de armas químicas. Então como substâncias tóxicas militares surgem no país? Segundo o plano britânico, a Rússia deverá ser culpada por este ataque também", opinou o especialista sírio à Sputnik Árabe.

Outro entrevistado pela Sputnik, analista estratégico-militar Hasan Hasan, por sua vez, acredita que, trazendo de volta o ataque em Khan Shaykhun, os EUA visam mostrar que missão antiterrorista da Rússia deu errado, apontando, assim, vários motivos da escalada de tensão na região.

"Primeiro, mostrar que a vitória sobre o terrorismo não será fácil. Segundo, atrapalhar a normalização da situação. Terceiro, mostrar para o mundo que todas as organizações internacionais são controladas pelos EUA", disse Hassan, excluindo desta lista apenas o Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia e a China têm o direito de veto.

Entre as organizações que seguem a estratégia norte-americana, o analista destaca a Human Rights Watch que "faz de tudo para que os países da OTAN e da América desconheçam a situação real nas zonas de conflito", além dos Capacetes Brancos, fundados por um agente secreto britânico.

"Políticos famosos estadunidenses afirmavam que o colapso da URSS fez desaparecer a imagem de inimigo, necessário para os Estados Unidos. Por isso, foi criada a ‘ameaça terrorista'", disse Hassan.

Porém, acrescenta o especialista, apesar de todos os esforços dos países ocidentais, a estratégia em torno do incidente com armas químicas tem poucas chances, pois no Conselho de Segurança da ONU a questão poderá ser vetada por Moscou e Pequim.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas