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Novo corte na verba do PROSUB preocupa Comando da Marinha do Brasil

O Comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, está seriamente preocupado com as consequências negativas de um novo e importante corte nos recursos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), previstos para o orçamento de 2019.
Por Roberto Lopes e Alexandre Galante | Poder Naval

O Programa, cujos termos foram ajustados em 2009, estabelece a produção, no complexo industrial naval de Itaguaí (RJ), de quatro submarinos de ataque convencionais (propulsão diesel-elétrica) da classe Scorpène, e a assistência técnica francesa para a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro.

O primeiro submarino convencional, batizado Riachuelo, deve ser lançado ao mar na manhã da quarta-feira 12 de dezembro.

Em novembro de 2016, reunido com lideranças da Base Industrial de Defesa, em São Paulo, o então ministro da Defesa, Raul Jungmann, estimou o valor total do investimento brasileiro no PROSUB em 30 bilhões de Reais.

O Poder Naval não teve acesso aos valores da reduçã…

A Colômbia está entrando na Otan? Entenda a situação em 3 perguntas

Juan Manuel Santos viajará a Bruxelas para firmar 'parceria global' com aliança militar das grandes potências ocidentais.


Por Dennis Barbosa | G1

Na semana passada, o presidente colombiano Juan Manuel Santos anunciou que seu país entraria na aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na condição de "parceiro global".

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, assinou novo acordo com as Farc (Foto: Presidência da Colômbia/Reuters)
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, assinou novo acordo com as Farc (Foto: Presidência da Colômbia/Reuters)

"Seremos o único país latino-americano com este privilégio", afirmou. O presidente deverá formalizar a parceria nesta quinta-feira (31), em Bruxelas.

A organização, que inclui potências como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, surgiu na Guerra Fria como uma aliança militar contra o bloco comunista liderado pela União Soviética, visando à defesa mútua de seus membros.

A adesão de um país sul-americano a uma organização envolvendo grandes potência militares do hemisfério norte poderia causar desconforto entre os vizinhos. O Brasil, há alguns anos, ainda no governo de Dilma Rousseff, expressou preocupação com esta aproximação.

Mas atualmente, o Itamaraty diz que não comenta, por se tratar de "decisão soberana" de Santos. "É importante destacar que Brasil e Colômbia desenvolvem estreita e valiosa cooperação em segurança, inteligência e defesa", disse o Ministério de Relações Exteriores, em nota.

Com o anúncio colombiano, o governo venezuelano prontamente emitiu um comunicado: "A Venezuela denuncia (...) perante a comunidade internacional a intenção das autoridades colombianas de se preparar para introduzir na América Latina e no Caribe uma aliança militar externa com capacidade nuclear, o que sob todas as luzes constitui uma séria ameaça para a paz e a estabilidade regional".

Mas o que de fato o presidente Santos vai formalizar em Bruxelas? Veja abaixo 3 perguntas sobre essa parceria:

1) A Colômbia vai virar membro da Otan?

Não. Como explica a própria organização após questionamento do G1, a Colômbia será apenas parceira. Na verdade, ela já era considerada parceira global, mas Santos irá à sede da Otan para formalizar isso em alto nível (ou seja, em nível de chefe de Estado). "Nossa cooperação vem se desenvolvendo progressivamente desde 2013, quando ambas as partes concordaram em aprofundar os laços", explicou ao G1 um representante da Otan.

2) Um dos princípios que norteiam os membros da Otan é que eles devem se defender mutuamente em caso de agressão externa. Isso passa a incluir a Colômbia?

O princípio da defesa coletiva, consagrado no Artigo 5 do Tratado de Washington, de fundação da Otan, não se aplica a parceiros, ou seja, não se refere à vizinha Colômbia.

3) Então como funciona essa parceria? Que tipo de atividade a Colômbia faz ou vai fazer com a Otan?

Desde 2013, o Ministério da Defesa da Colômbia participa de um programa da Otan que ajuda países a melhorarem a transparência e a prestação de contas em suas instituições de defesa. Pessoal colombiano também participou de cursos na Escola da Otan, em Oberammergau, na Alemanha, e na Faculdade de Defesa da Otan, em Roma.

Em 2015, a Colômbia contribuiu com um navio para a Operação Ocean Shield da Otan para combater a pirataria na região do Chifre da África. "Esse foi um passo importante para a nossa cooperação prática e um exemplo de como a Otan e a Colômbia podem trabalhar lado a lado para enfrentar um desafio de segurança internacional", explica o funcionário da organização. "Nossa parceria está focada em áreas de interesse mútuo, como a segurança marítima. A Otan respeita integralmente a independência da Colômbia e a autonomia de sua política externa", garante. "A aliança trabalha com mais de 40 países parceiros em todo o mundo nesta base".

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