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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

A mensagem indireta de Trump à Coreia do Norte

A decisão do presidente de se retirar do acordo nuclear, que estava sendo cumprido, envia um sinal problemático a Pyongyang. Em pleno degelo, Kim Jong-un tem agora todos os motivos para duvidar da sinceridade americana.


Fabian Kretschmer | Deutsch Welle

As atitudes tomadas pelo atual governo dos Estados Unidos poderiam ser um excelente objeto de estudo na área de dissonância cognitiva para os estudantes de psicologia. Apenas algumas horas após Donald Trump anunciar que se retirava do acordo nuclear com o Irã, o secretário de Estado Mike Pompeo chegava a Pyongyang para tratar do futuro encontro de seu presidente com o ditador Kim Jong-un.


Donald Trump, Moon Jae-in e Kim Jong-un na TV sul-coreana
Donald Trump, Moon Jae-in e Kim Jong-un na TV sul-coreana

Pompeo levava consigo a seguinte mensagem: se vocês abandonarem as armas nucleares, aliviaremos as sanções e não os atacaremos. Mas, para o regime norte-coreano, cuja desconfiança em relação a Washington já é bastante aprofundada, o rompimento americano com o acordo nuclear não chegou a surpreender.

A decisão americana sobre acordo com Teerã aumenta também a pressão sobre o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que, recentemente, fez todo o possível para reanimar o frágil processo de paz na Península da Coreia. Seul optou por se manter em silêncio em relação às ações unilaterais de Trump sobre o Irã.

Especialistas em política americana também criticaram a decisão de Trump. Anthony Blinken, que trabalhou como vice-secretário de Estado no governo Barack Obama, questionou se Kim vai ou não confiar nos negociadores americanos, após Trump "rasgar arbitrariamente um acordo" que estava sendo cumprido

"É um forte aviso para todo o mundo: acordos são reversíveis e podem ter data de validade, enquanto as armas nucleares podem oferecer garantias mais duradouras", diz Vipin Narang, professor de ciência política no Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT).

O fracasso do "modelo da Líbia"

No final de abril, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, afirmou desejar a aplicação do "modelo da Líbia" para o desarmamento nuclear na Coreia do Norte. No início dos anos 2000, o ditador Muammar Kadafi abandonou seu programa nuclear após a pressão diplomática do Ocidente.

Bolton, porém, não mencionou que o governo líbio foi derrubado em 2011 com a ajuda de ataques aéreos ocidentais. Kadafi acabaria sendo brutalmente assassinado por seu próprio povo.

Situações como a da Líbia estão entre a as razões principais para que os membros da linha dura do regime norte-coreano se atenham a todo custo ao seu programa nuclear, que veem como uma forma de garantia de vida.

Do ponto de vista da política externa, a confiabilidade de Washington nas conversações diretas com Pyongyang passou a ser considerada duvidosa. Até o momento, a Coreia do Norte deu indicações de que seu desarmamento nuclear deve caminhar lado a lado com um tratado de paz com os EUA.

Uma gafe recente de Pompeo, recém-empossado no Departamento de Estado, levantou algumas dúvidas sobre sua capacidade de levar os EUA à mesa de negociações. Quando estava a caminho de Pyongyang, ele se referiu ao ditador norte-coreano como "presidente Un", obviamente desconhecendo que seu sobrenome é, de fato, Kim. Um típico erro de principiante.

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