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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Ações dos EUA e dos israelenses não ficarão sem resposta: Presidente do Parlamento do Irã

O presidente do Parlamento iraniano disse que os esforços dos EUA e de Israel para destruir um acordo nuclear de 2015 com Teerã e transferir a embaixada americana em Tel Aviv para os territórios palestinos ocupados não ficarão sem resposta.


Pars Today

O alerta de Ali Larijani na segunda-feira durante uma reunião de emergência em Teerã do Comitê Permanente da Palestina por membros da União Inter-Parlamentar de Países Islâmicos aconteceu enquanto os EUA se preparavam para abrir sua embaixada em Jerusalém, Al Quds. 

Reprodução

O presidente Donald Trump anunciou na terça-feira à decisão dos EUA de se retirar do Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA) e reimpor as sanções à República Islâmica. Em dezembro passado, o líder norte-americano também disse que Washington decidiu reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir sua embaixada de Tel Aviv.

Larijani disse: "A América entrou em uma crise de tomada de decisão estratégica que olha para a arena internacional de forma imatura e aventureira". Ele disse que Trump é "débil mental" e não tem "o poder do julgamento e percepção em longo prazo" sobre as consequências das medidas que toma. "Essas medidas, que são de fato o resultado da fraqueza mental dos estadistas americanos, estão causando tensões no mundo, e os Estados Unidos e o regime sionista devem saber que logo verão o resultado de suas ações", disse ele.

Larijani afirmou também: "O regime sionista e os Estados Unidos são a causa da insegurança no mundo e não estão comprometidos com nenhuma obrigação". O porta-voz mencionou a decisão dos EUA de transferir sua embaixada para Jerusalém, dizendo que a ocasião é "uma grande oportunidade para o mundo tomar uma decisão séria e prática com unidade e empatia contra a decisão imprudente e errada de Trump".

Ele disse que os retrocessos militares de Israel nas últimas duas décadas, inclusive durante os 33 dias de guerra em Gaza, colocaram a estratégia de segurança do regime em confusão. "O regime sionista se depara com métodos modernos de resistência e uma ruptura no apoio de seus patrocinadores e as manifestações da “Marcha de Retorno” afligiram o regime com preocupações existenciais", disse Larijani.

O chefe da Legislação iraniana pediu uma "reação imediata" dos palestinos, dos países islâmicos e da comunidade internacional - incluindo boicotes e denúncias oficiais às Nações Unidas. Ele disse que a resistência palestina protegeu outros estados árabes de novas agressões israelenses. "Se essa resistência não existisse, o regime sionista causaria problemas para outros países árabes".

"Hoje, a nação palestina oprimida precisa de apoio e assistência dos países islâmicos mais do que em qualquer outro momento, porque foi ela que sofreu todos os custos que os países da região deveriam pagar", disse Larijani.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã também emitiu um comunicado em que avisou sobre as consequências da abertura da embaixada dos EUA em Al-Quds. A medida, segundo o comunicado, "apenas fortalecerá a determinação da nação palestina oprimida em enfrentar e resistir à ocupação, e intensificar indubitavelmente os movimentos anti-sionistas e anti-EUA na região e em todo o mundo e aumentar a resistência nos territórios ocupados".

A declaração também pediu às nações e governos islâmicos "que permaneçam vigilantes diante de conspirações traçadas pelo regime sionista e seus aliados para semear discórdia dentro da comunidade islâmica e consignar ao esquecimento a questão-chave da Palestina".

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