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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Amnistia Internacional denuncia ''violação abjeta'' dos Direitos Humanos em Gaza

A Amnistia Internacional (AI) denunciou esta segunda-feira a "violação abjeta" dos direitos humanos e de "crimes de guerra em Gaza, onde 37 palestinianos foram mortos pelo exército israelita quando se manifestavam contra a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém.


Lusa

"Assistimos a uma violação abjeta do direito internacional e dos direitos humanos em Gaza, pelo que exigimos que se pare imediatamente" com os ataques, lê-se na conta daquela organização não governamental na rede social Twitter.


ADEL HANA

Os violentos confrontos registados hoje na Faixa de Gaza entre manifestantes palestinianos e soldados israelitas provocaram 37 mortos e centenas de feridos.

Os palestinianos protestavam contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém.

Saudada como "histórica" por Israel, a promessa feita pelo presidente norte-americano, Donald Trump, foi entendida como um desafio à comunidade internacional num momento de grande inquietação no processo de estabilização regional.

A jornada de festividades israelitas e norte-americanas tornou-se, hoje, um dos dias mais mortíferos do conflito israelo-palestiniano desde a guerra de 2014 na faixa de Gaza.

"É mais um exemplo horrível do recurso excessivo da força e do uso de balas reais de uma forma totalmente deplorável pelo exército israelita", denunciou, já em comunicado, o responsável da AI para o Médio Oriente e África do Norte, Philip Luther.

"É uma violação às regras internacionais, que equivalem, em certos casos, a homicídios intencionais, o que constituo crime de guerra. As autoridades israelitas devem conter o exército para evitar outras perdas humanas e ferimentos graves noutras", pediu.

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