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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.


Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko durante entrevista para a agência Bloomberg em Davos, Suiça, 17 de janeiro de 2017
Pyotr Poroshenko © Sputnik / Serviço de imprensa do presidente da Ucrânia

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik em que, a seu ver, consiste o principal objetivo dessa decisão.

"Acredito que Pyotr Poroshenko, ao assinar esse documento, em primeiro lugar pensa em como agradar aos seus patrocinadores norte-americanos, que hoje em dia têm relações difíceis com o seu maior aliado, ou seja, a União Europeia. Na Europa, as sanções norte-americanas são longe de ser elogiadas, pelo contrário, há cada vez mais apelos ao seu cancelamento ou, pelo menos, ao seu abrandamento. Por isso, acredito que, nesse contexto, Poroshenko espera por mais ajuda à Ucrânia, em primeiro lugar, de caráter financeiro. A segunda coisa com qual conta é a adesão da Ucrânia à OTAN, após o que surgirá a possibilidade hipotética de integrar a União Europeia também. É nisso que reside, em minha opinião, o principal objetivo de Poroshenko", sublinhou o entrevistado.

De acordo com o especialista, com suas sanções contra a Rússia, Kiev apenas prejudica seus próprios produtores.

"Faço lembrar que neste ano houve um aumento drástico do comércio entre a Rússia e a Ucrânia. Apesar de todas as sanções, a Rússia e a Ucrânia continuam com uma cooperação estreita. E a Rússia continua sendo um parceiro muito importante para a Ucrânia, no sentido de que Moscou compra à Ucrânia a produção das suas fábricas, enquanto seu comércio [ucraniano] com a Europa tem a ver principalmente com matérias-primas. Nesse sentido, a Rússia garante pelo menos alguma sustentabilidade àquilo que restou da indústria ucraniana. Por isso, o documento assinado hoje por Poroshenko vai botar mais um prego no caixão da indústria ucraniana", afirmou.

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