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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Briga familiar: F-35 conseguiriam derrotar seus 'antecessores' F-22 em um potencial duelo?

O venerável F-22 Raptor, considerado como o mais sofisticado dos caças existentes, costuma dominar as listas dos melhores aviões de combate. Seu "irmão mais novo", o F-35, aspira a ocupar o mesmo lugar. Confira a comparação das capacidades destes dois "monstros" da aviação estadunidense!


Sputnik

Depois de publicar um monte de artigos dedicados às comparações do F-22 e F-35 com os concorrentes russos e chineses, a revista The National Interest decidiu comparar os próprios aviões norte-americanos como se fossem rivais.

Um piloto olha para cima de uma caça americana Raptor F-22
F-22 Raptor © REUTERS / Toby Melville

O pretexto para "um conflito" é muito real: a iminente retirada de serviço dos caças de superioridade aérea F-15C coloca perante o exército dos EUA o desafio de manter um número de aeronaves capazes de desempenhar o mesmo papel.

Nesse sentido, o F-35A, a versão do F-35 que está "mais próxima" de uma aeronave de combate aéreo convencional, pode ser obrigado a assumir esse papel, diz a nota editorial.

Eles poderiam substituir o F-22?

"A resposta é que um F-35 não pode ser comparado a um F-22 como um avião de superioridade aérea porque não foi projetado como tal", escrevem os autores.

Segundo eles, desde o início "o F-22 era visto como o principal caça de combate aéreo, enquanto o F-35 foi projetado como um avião de ataque ao solo capaz de se defender".

Vale a pena acrescentar que este é um conceito bastante semelhante ao caça-bombardeiro russo Su-34, também desenhado como um avião tático capaz de entrar em um combate aéreo.

Assim, apesar da baixa visibilidade para os radares (a chamada tecnologia "stealth", ou seja, furtiva) e sensores avançados, a capacidade de manobra de um F-35 é comparável com um F-16 ou um F/A-18: ambos são excelentes caças pesados para os ataques aéreos, mas menos adaptados para o combate aéreo de proximidade.

Deste modo, em um potencial "duelo", um F-22 muito mais rápido e manobrável destruiria seu irmão mais novo.

"Os ex-secretários da Defesa Donald Rumsfeld e Robert Gates não conseguiram prever a ascensão das grandes potências capazes de desafiar os EUA e cortaram as compras de aeronaves de superioridade aérea", assinala-se no artigo.

O que espera os caças sofisticados

Os 187 aviões F-22 comprados constituem menos de metade do que foi indicado nas análises como a quantidade necessária para o domínio do Pentágono nos céus, de acordo com os autores.

Isso levou a Força Aérea dos EUA a procurar "maneiras criativas" de usar os aviões avançados, porém escassos, de uma maneira mais eficiente, junto com seus antecessores bem armados da geração anterior.

Esta experiência provavelmente será usada para as eventuais missões conjuntas do F-22 com o F-35: as duas aeronaves devem se completar.

"A Força Aérea precisa de um novo caça de superioridade aérea. Atualmente está sendo estudado o conceito de Caça Antiaéreo Penetrador (Penetrating Counter-Air Fighter) com um raio de ação extremamente grande, que deve se tornar o principal avião de combate aéreo dos EUA", revela a publicação.

Mas, de qualquer forma, "um F-35 não é um substituto de um F-22", concluem os autores.

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