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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Caças russos Su-30MKI e franceses Rafale 'se enfrentam' nos céus da Índia

A empresa aeroespacial indiana Hindustan Aeronautics Ltd (HAL) ofereceu um lote de 40 caças Su-30MKI à Força Aérea da Índia para contrabalançar a controversa compra de 36 Rafale franceses por preços "supostamente" inflacionados. Não é uma oferta desdenhável nem em termos de tecnologia nem em termos econômicos.


Sputnik

O acordo feito com a França de compra de 36 caças Rafale de 4ª geração para a Força Aérea da Índia enfrenta fortes críticas devido ao preço supostamente inflacionado de cada unidade, diz a Military Watch.

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Dois Rafale e dois Sukhoi Su-30MKI | Reprodução

Enquanto os militares indianos se recusam a tornar público o preço final dos Rafale, sabe-se que o valor do contrato aumentou consideravelmente em comparação com a licitação em que a empresa francesa participou.

O preço de cada aeronave anunciado previamente em reiteradas ocasiões pelas autoridades do país, oscila entre US$ 200 e 250 milhões (cerca de R$ 935 milhões), informa a mídia, valor comparável ao preço do novo F-35 norte-americano, considerado o caça mais caro da atualidade.

A França não está disposta a transferir as tecnologias do caça, exigência que a Índia cobra somente de seus parceiros. Em vez disso, as partes concordaram que Paris investirá parte do dinheiro no setor militar indiano e construirá bases para a manutenção das aeronaves.

Mas o maior problema é que a Índia já tem uma opção mais viável para a sua Força Aérea, que são os caças Su-30MKI fabricados em solo indiano pela HAL, sob licença e com a participação da empresa russa Sukhoi.

A Military Watch garante que as últimas modificações dos Su-30MKI – já em processo de instalação nas aeronaves existentes – as coloca na lista dos melhores caças de supremacia aérea disponíveis atualmente para produção em massa.

Por sua vez, a HAL justifica a compra de um novo lote dos "Sukhoi indianos" pela presença de mais de 250 aeronaves deste tipo na Força Aérea do país, seu preço incomparavelmente menor do que o Rafale (cerca de 64 milhões de dólares por unidade, ou seja, três vezes menos) e a superioridade de suas características de voo e armamentos, excetuando talvez o novo míssil ar-ar Meteor, que também faz parte do contrato entre a Índia e a França.

Outro argumento é o uso dos novos caças para transportar os novos mísseis de cruzeiro supersônicos BrahMos.

O míssil foi especialmente projetado para o Su-30MKI, e a compra de 40 novos caças adaptados para transportar o projétil desde o início seria uma opção a considerar em vez de modificar as aeronaves existentes.

Os críticos da iniciativa afirmam que a fabricação atual do Su-30MKI na Índia continua a exigir os "kits" de montagem fornecidos pela Rússia, o que significa que a Sukhoi receberá uma parte considerável do contrato.

De qualquer modo, o preço por unidade é várias vezes mais atrativo do que os caças franceses, que nem sequer serão fabricados no país.

Enquanto o desejo da Índia de diversificar suas fontes de armamento é compreensível, a compra dos Rafale em vez dos Su-30MKI transcende a economia e "teria suas razões vinculadas a questões políticas", conclui a Military Watch.

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