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Área militar do governo brasileiro demonstra desconforto com suspensão de investigação do caso Queiroz

Integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Por Gerson Camarotti | G1

A avaliação de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro é que essa decisão tomada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), só faz prolongar o desgaste provocado pelo caso.

O ministro Luiz Fux atendeu pedido do deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem Queiroz foi assessor. O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento.

Para esses auxiliares, foi uma surpresa a solicitação feita por Flávio Bolsonaro para suspender as investigações.

“Ainda não há uma explicação convincente. Enquanto isso não acontecer, o desgaste desse caso vai continuar. Já está demorando demais”, comentou ao blog um auxilia…

Colômbia se aproxima da OTAN: 'Surge grande plano para conquistar América Latina'

Pelo visto, esta semana marcou o limite entre um período do antes e outro do depois. O presidente colombiano, Manuel Santos, comunicou em sua conta no Twitter que breve será formalizado o estatuto do país como "parceiro global da OTAN".


Sputnik

"Seremos o único país da América Latina com este privilégio", assegurou o mandatário, ao acrescentar que isso contribuirá para "melhorar a imagem da Colômbia" e permitirá que o país "tenha muito mais presença no palco internacional".

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos
Presidente da Colômbia Juan Manuel Santos © REUTERS / Cesar Carrion

A aprovação do estatuto está agendada para o dia 31 de maio no decorrer da visita de Santos a Bruxelas.

"Em Bruxelas teremos reuniões com dirigentes da União Europeia. Em breve formalizaremos o estatuto da Colômbia como parceiro global da OTAN. Isto permite realizar treinamentos e compartilhar informações sobre o crime organizado", declarou.

Santos explicou que o programa visa melhorar a integridade das Forças Armadas do país e que a Colômbia não se tornará membro da OTAN nem começará a participar das operações militares da Aliança.

"Não significa que nós nos vamos tornar um membro com plenos direitos", afirmou o presidente colombiano, nomeando entre as vantagens do novo estatuto a colaboração na área de segurança cibernética e em procedimentos de compra de armas.

Apesar da explicação do presidente, o anúncio de Santos causou preocupação em vários países da região, especialmente na Venezuela. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, destacou a ameaça que, segundo ele, representa para a região da América Latina e Caribe a participação de um de seus países em uma aliança militar com capacidade nuclear. "Isto constitui uma séria ameaça à paz e à estabilidade regional", disse.

O analista venezuelano entrevistado pela Sputnik Mundo, Oglis Ramos, não descartou que "comece a surgir um plano de grande escala para conquistar a região e, neste caso, trata-se da conquista ou intervenção militar na Venezuela, sendo este país um dos focos mais resistentes às políticas imperialistas na região".

De acordo com o especialista, o anúncio feito pelo presidente colombiano está relacionado aos "resultados das eleições [na Venezuela] que resultaram na vitória do presidente Nicolás Maduro".

Ele acrescentou que foi reafirmado o estatuto da Colômbia como "porta-aviões dos EUA na América do Sul" e recordou que este país conta com muitas bases militares norte-americanas.

O professor espanhol Javier Colomo Ugarte tampouco duvida que a iniciativa da Colômbia "vise principalmente a Venezuela".

"Isso é feito para utilizar a Colômbia como ponta de lança de agressão, já que a OTAN na verdade é um bloco agressivo, não defensivo, que foi criado para atacar de várias maneiras", frisou o especialista.

Além disso, ele destacou que por trás deste acontecimento se esconde a preocupação de Washington com o "avanço da China e da Rússia na América Latina".

Esta opinião é compartilhada por Oglis Ramos. O analista apontou que os EUA estão buscando romper os "laços muito fortes" de Caracas com Moscou e com Pequim.

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