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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Colômbia se aproxima da OTAN: 'Surge grande plano para conquistar América Latina'

Pelo visto, esta semana marcou o limite entre um período do antes e outro do depois. O presidente colombiano, Manuel Santos, comunicou em sua conta no Twitter que breve será formalizado o estatuto do país como "parceiro global da OTAN".


Sputnik

"Seremos o único país da América Latina com este privilégio", assegurou o mandatário, ao acrescentar que isso contribuirá para "melhorar a imagem da Colômbia" e permitirá que o país "tenha muito mais presença no palco internacional".

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos
Presidente da Colômbia Juan Manuel Santos © REUTERS / Cesar Carrion

A aprovação do estatuto está agendada para o dia 31 de maio no decorrer da visita de Santos a Bruxelas.

"Em Bruxelas teremos reuniões com dirigentes da União Europeia. Em breve formalizaremos o estatuto da Colômbia como parceiro global da OTAN. Isto permite realizar treinamentos e compartilhar informações sobre o crime organizado", declarou.

Santos explicou que o programa visa melhorar a integridade das Forças Armadas do país e que a Colômbia não se tornará membro da OTAN nem começará a participar das operações militares da Aliança.

"Não significa que nós nos vamos tornar um membro com plenos direitos", afirmou o presidente colombiano, nomeando entre as vantagens do novo estatuto a colaboração na área de segurança cibernética e em procedimentos de compra de armas.

Apesar da explicação do presidente, o anúncio de Santos causou preocupação em vários países da região, especialmente na Venezuela. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, destacou a ameaça que, segundo ele, representa para a região da América Latina e Caribe a participação de um de seus países em uma aliança militar com capacidade nuclear. "Isto constitui uma séria ameaça à paz e à estabilidade regional", disse.

O analista venezuelano entrevistado pela Sputnik Mundo, Oglis Ramos, não descartou que "comece a surgir um plano de grande escala para conquistar a região e, neste caso, trata-se da conquista ou intervenção militar na Venezuela, sendo este país um dos focos mais resistentes às políticas imperialistas na região".

De acordo com o especialista, o anúncio feito pelo presidente colombiano está relacionado aos "resultados das eleições [na Venezuela] que resultaram na vitória do presidente Nicolás Maduro".

Ele acrescentou que foi reafirmado o estatuto da Colômbia como "porta-aviões dos EUA na América do Sul" e recordou que este país conta com muitas bases militares norte-americanas.

O professor espanhol Javier Colomo Ugarte tampouco duvida que a iniciativa da Colômbia "vise principalmente a Venezuela".

"Isso é feito para utilizar a Colômbia como ponta de lança de agressão, já que a OTAN na verdade é um bloco agressivo, não defensivo, que foi criado para atacar de várias maneiras", frisou o especialista.

Além disso, ele destacou que por trás deste acontecimento se esconde a preocupação de Washington com o "avanço da China e da Rússia na América Latina".

Esta opinião é compartilhada por Oglis Ramos. O analista apontou que os EUA estão buscando romper os "laços muito fortes" de Caracas com Moscou e com Pequim.

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