Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Comunicar-se ou ser invisíveis: dilema da 'cooperação' do F-35 e F/A-18

A modernização radical Block III do caça F/A-18E/F Super Hornet da Marinha dos EUA, recentemente iniciada pela empresa Boeing, faz com que o avião seja utilizado "por décadas".


Sputnik

De acordo com os designers, durante todo este período o avião será um sócio aéreo dos famosos caças da família F-35. No entanto, ainda há um problema a ser resolvido.

Um caça-bombardeiro americano F/A-18F Super Hornet sobrevoa o porta-aviões da Marinha dos EUA USS Gerald R. Ford, enquanto este testa seus novos sistemas EMALS e AAG no Atlântico
F/A-18 Super Hornet sobrevoa o porta-aviões USS Gerald R. Ford © REUTERS / Marinha dos EUA/Erik Hildebrand

O Super Hornet modernizado será capaz de levar novas armas, atingir maiores distâncias e transportar equipamentos eletrônicos mais sofisticados. Além disso, será mais barato do que qualquer outra versão do F-35, escreve o portal Military.com.

Contudo, as duas aeronaves não são competidoras no céu, mas sócias, visto que a Marinha dos EUA prevê usá-las em combinação, tirando vantagens da tecnologia "stealth" e dos sensores potentes dos F-35C para ajudar os F/A-18 a ser mais precisos e letais.

No entanto, há um obstáculo que não permite a realização dessa ideia. Se os aviões se comunicam entre si, o F-35C será detectado por radares e agora não há nenhum meio para preveni-lo.

"É óbvio que os F-35 se esforçam em não ser detectados. Eles também necessitam de transmitir dados. Essas duas tarefas podem ser incompatíveis uma com outra", comentou aos jornalistas David Kindley, responsável do programa do F/A-18 da Marinha.

Assim, a capacidade de se esconder dos radares representa alta importância: "não vamos enviar os Super Hornet a uma área com alta defesa antiaérea, isso faria um F-35".

O militar adicionou que agora os especialistas tentam resolver o assunto, afirmando que o conceito de alta interconectividade será "essencial para o funcionamento das esquadrilhas no futuro".

Os primeiros protótipos do F/A-18E/F Block III serão testados em 2019, enquanto sua fabricação em série poderia ser iniciada em 2020, informa a Boeing.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas