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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Coreia do Norte inicia desmonte de centro de testes nucleares

Imagens de satélite indicam que Pyongyang começou a desmantelar Punggye-ri, local de testes que deverá ser fechado por completo em cerimônia com a presença de observadores estrangeiros.


Deutsch Welle

Imagens de satélite divulgadas nesta terça-feira (15/05) revelam que a Coreia do Norte começou a desmantelar o centro de testes nucleares Punggye-ri, no nordeste do país.

Imagens seriam primeiras provas do desmantelamento do centro de testes nucleares
Imagens seriam primeiras provas do desmantelamento do centro de testes nucleares

Fotografias analisadas pelo portal de internet 38north, datadas de 7 de maio, seriam as "primeiras provas indiscutíveis" de que o desmantelamento do centro de testes nucleares estaria "bastante avançado", afirma o website.

Segundo o 38North, vários "edifícios-chave" no nível operacional foram demolidos desde a análise anterior, realizada com fotografias de satélite no dia 20 de abril. Também foi iniciado o desmonte de alguns trilhos do complexo que ligam os túneis ao depósito de dejetos nucleares, além de algumas construções secundárias. As escavações de um novo túnel estão paralisadas desde março.

As imagens mostram o trabalho preparatório para a cerimônia de desativação do centro de testes, incluindo um local que parece estar sendo preparado para receber os jornalistas internacionais, de onde seria possível registrar o fechamento do portal leste do centro de testes, afirmou o 38north.

Nom entanto, as entradas dos túneis parecem não ter sido totalmente bloqueadas, e alguns edifícios ainda estão intactos. O portal estima que a destruição dessas instalações deverá ocorrer durante a cerimônia, diante da imprensa estrangeira.

Pyongyang disse que fechará Punggye-ri por completo em um ato público com a presença da imprensa e de especialistas, previsto para ocorrer entre o dia 23 e 25 deste mês. Na ocasião, os túneis deverão ser explodidos, suas entradas bloqueadas, e os postos de guarda e instalações de observação e pesquisa, desmantelados.

O regime do líder Kim Jong-un realizou seis testes nucleares subterrâneos em Punggye-ri. O último e mais potente ocorreu em setembro do ano passado. Pyongyang afirmou se tratar de uma bomba de hidrogênio.

No final de abril, durante o encontro histórico entre Kim e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, Pyongyang se comprometeu a trabalhar para a desnuclearização da Península da Coreia, além de encerrar os testes de mísseis. No dia 12 de junho, o líder norte-coreano se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Cingapura.

No ultimo fim de semana, Pyongyang afirmou que iria destruir por completo o centro de testes, numa atitude elogiada pelos governos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. No entanto, alguns analistas questionam a abertura desse processo, uma vez que, até o momento, observadores de agências internacionais de monitoramento não foram convidados ao país.

Muitos analistas questionam se a desnuclearização irá de fato ocorrer, lembrando que em 2008, Pyongyang demoliu publicamente parte de sua fábrica de processamento de urânio, mas acabou retomando seu programa nuclear. Além disso, o regime norte-coreano ainda não se comprometeu a abrir mão de seu arsenal, que incluiria mísseis capazes de atingir os Estados Unidos.

Imagens de satélite do mês passado mostram sinais de novas construções no centro de pesquisas nucleares de Yongbyon. O objetivo ainda não é conhecido, mas o 38north afirma que "não há indícios observáveis de que operações iniciais de um reator estejam iminentes".

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