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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Embaixada dos EUA em Jerusalém 'dá vida a conflito religioso', diz autoridade palestina

A transferência da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém "marca o fim de uma era" em que Washington apoiou a solução de 2 Estados para o conflito palestino-israelense e, em vez disso, intensifica o conflito religioso, embaixador palestino nos Estados Unidos Husam Zomlot disse nesta segunda-feira (14).


Sputnik

A embaixada dos Estados Unidos em Israel abrirá oficialmente em Jerusalém nesta-segunda-feira (14). Essa transferência diplomática provocou uma preocupação generalizada devido ao fato que Jerusalém está no centro do conflito entre Israel e Palestina.

Jerusalém
Jerusalém | CC BY-SA 2.0 / Dan

“A mudança de hoje da embaixada dos EUA dá vida a um conflito religioso em vez de uma paz digna […]. Este movimento marca o fim de uma era em que os Estados Unidos lideraram esforços internacionais para supostamente alcançar a solução de 2 Estados, acabando com a ocupação israelense que começou em 1967 incluindo Jerusalém Oriental", disse Zomlot em um comunicado.

Além disso, Washington abandonou seu papel de pacificador, aumentando ainda mais a “incerteza” na Palestina, enfatizou o embaixador.

Israel se apoderou da então Jerusalém Oriental, então controlada pela Jordânia, durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Já em 1980, o parlamento israelense adotou a Lei de Jerusalém proclamando toda a cidade como capital de Israel.

A comunidade internacional não reconhece a anexação e acredita que o status de Jerusalém deve ser acordado com os palestinos, que reivindicam sua parte oriental como a capital de seu futuro Estado.

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