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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Empresa da Indonésia fabricará, sob licença da Avibras, itens vitais do Sistema Astros II

O programa jornalístico Liputan 6 (“Reportagem Seis”) apresentado pela emissora SCTV, da Indonésia, revelou, esta semana, que a fabricante estatal de armamentos PT Pindad obteve uma licença da companhia paulista Avibras, para fabricar dois itens vitais do Sistema Astros II de Artilharia para Saturação de Área: a munição anti-pessoal e anti-blindagem SS-80 (foguetes) e o veículo lançador de foguetes AV-LMU (Lançadora Múltipla Universal).


Por Roberto Lopes | Forças Terrestres

É a primeira vez, em mais de 40 anos, que a Avibras concede permissão desse tipo a uma empresa estrangeira (a indústria iraquiana chegou a projetar e desenvolver uma variante do Astros brasileiro, a pedido do Exército local, mas o empreendimento não foi bem sucedido).


Astros 2020
Astros 2020

A Pindad é uma das principais fornecedoras de equipamentos militares das Forças Armadas Nacionais da Indonésia. Ela projeta, desenvolve e constrói a maior parte dos seus produtos, e os vende não apenas aos militares, também aos segmentos de transportes e de explosivos de uso industrial.

O Exército indonésio comprou, na presente década, ao menos 36 viaturas tipo MK-6 do Sistema Astros. E hoje apresenta uma demanda anual de 3.000 foguetes, para os seus exercícios e ações em apoio à operações anti-guerrilha.

O acordo tripartite 

Avibras, Pindad e Forças Armadas da Indonésia – foi alcançado durante a visita ao Brasil, na semana passada, do chefe do Estado-Maior do Exército indonésio, general Mulyono.

O documento que viabiliza a licença de produção de partes do Sistema Astros inclui, obviamente, um pacote de transferência de tecnologia da companhia brasileira para a sua congênere indonésia.

Na entrevista que concedeu à tevê de seu país, o diretor-presidente da Pindad, Abraham Mose – que acompanhou Mulyono em sua passagem pelo Brasil –, declarou que a opção pela transferência de tecnologia está criando um novo potencial para a companhia, e habilitando-a a contribuir para a independência crescente do aparato de Defesa de seu país.

Os valores envolvidos no acordo não foram divulgados.

Agenda 

Na terça-feira 24 de abril o general Mulyono e comitiva foram recebidos no Quartel-General do Exército, em Brasília. No dia seguinte os visitantes puderam conhecer as instalações do Forte Santa Bárbara, sediado no município goiano de Formosa, coração do serviço de Artilharia de Foguetes da Força Terrestre brasileira.

Saudaram os visitantes estrangeiros o general de brigada Ivan Ferreira Neiva Filho, chefe do Escritório de Projetos do Exército, o general de brigada José Júlio Dias Barreto, gerente do Programa ASTROS 2020, e os comandantes das Organizações Militares que integram, atualmente, o Forte Santa Bárbara.

A recepção no Santa Bárbara teve como meta permitir que os visitantes conhecessem de perto o Programa ASTROS 2020, definido como “Programa Estratégico do Exército”, que busca prover a corporação de uma arma de dissuasão de amplo alcance.

Os militares indonésios não esconderam sua curiosidade pelo Astros 2020 e seu principal vetor, um míssil de cruzeiro com o alcance de 300 km, mas ainda não se sabe se, na próxima década, o governo brasileiro vai autorizar que o Sistema seja exportado para nações consideradas amigas do Brasil.

Durante a visita a Formosa a comitiva teve a oportunidade de verificar o desempenho dos 25 militares do Exército da Indonésia que, desde o dia 23 de abril, realizam o Estágio Internacional de Operações do Sistema ASTROS de Mísseis e Foguetes.

O estágio, que só termina no dia 18 deste mês, é conduzido pelo Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes, do Forte Santa Bárbara.

O intercâmbio visa a troca de conhecimentos referentes à operação e manutenção do Sistema ASTROS, além de estreitar a ligação dos dois exércitos.

“Transportador” 

Durante sua entrevista ao programa de tevê indonésio, Mose explicou que “o Exército precisa muito de munições para os seus exercícios”. Ele definiu a munição do Sistema Astros como “arma de defesa de médio alcance”. Depois detalhou: os foguetes a serem produzidos em seu país vão cobrir uma distância superior a 85 km, com o poder de destruir uma área de até 52 hectares.

Os foguetes serão produzidos nas instalações da Pindad em Turen, Província de Malang.

“A partir do final do ano estaremos montando os foguete em Turen [Província de Malang, onde a Pindad possui instalações industriais]”, declarou Abraham Moses, “e se este é o caminho, também tentaremos entrar para fazer o transportador”, concluiu o executivo indonésio.

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