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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Especialista holandês: tudo aponta que Ucrânia é culpada pela catástrofe do MH17

A promotoria holandesa afirmou possuir provas de que o sistema de mísseis que em 2014 abateu o avião civil da Malaysia Airlines, sobre o sudoeste da Ucrânia, pertencia às Forças Armadas russas. O correspondente da Sputnik pediu a opinião do proeminente cientista político da Holanda, Kees van der Pijl.


Sputnik

Comentando a coletiva à Sputnik Internacional, o analista destacou que não foi divulgada nenhuma informação nova quanto ao assunto. Segundo ele, o mais notável foi o apelo às testemunhas após quatro anos decorridos desde a catástrofe.

Buscas no local da queda do avião Boeing do voo MH17
Local da queda do voo MH17 © Sputnik / Andrei Stenin

"A maior parte dos presentes fazia perguntas muito simples, mas a última foi de uma mulher da TV australiana, ela disse: 'Se vocês ainda estão pedindo para as testemunhas aparecerem, isso soa bastante desesperado', e eu senti o mesmo", assinalou.

"Eu pensaria que à luz da Copa do Mundo na Rússia, que virá à tona daqui a três semanas, o caso Skripal e esta coletiva, em que familiares dos falecidos na catástrofe afirmaram que 'os russos querem viver em um país sem verdade' – tudo isso faz parte de uma campanha antirrussa", afirmou Kees van der Pijl.

Ele se disse surpreendido porque "tudo aquilo justificava tão pouco a realização de uma coletiva de imprensa oficial".

O analista apontou para que todos os fatos responsabilizam a Ucrânia pela catástrofe que aconteceu no sudeste ucraniano em 2014.

"Quatro regimentos ucranianos possuem sistemas de defesa antiaérea Buk, e um deles se encontrava naquela área. Todos seus radares estavam ativados, o que significa que o sistema estava preparado para combate", opinou.

Kees van der Pijl assinalou que Kiev, tal como a OTAN, tinham motivos para desencadear uma provocação contra a Rússia.

"Acredito que tudo aponte para a Ucrânia, porque eles tinham um motivo, precisavam de tempo para avançar, entretanto também havia um motivo por parte da OTAN – mostrar o presidente russo, Vladimir Putin, como se fosse um novo demônio a quem era preciso resistir, porque naquela época em Gales estava decorrendo uma importante cúpula da OTAN."

O especialista qualificou a conferência como "extremamente inconvincente".

"Eu não entendi porque ela estava sendo realizava exatamente agora, o que havia de novo que não sabíamos antes? Parecia que eles precisavam inventar algo, mas não tinham nada, por isso resolveram utilizar informações antigas", ressaltou o analista.

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