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Área militar do governo brasileiro demonstra desconforto com suspensão de investigação do caso Queiroz

Integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Por Gerson Camarotti | G1

A avaliação de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro é que essa decisão tomada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), só faz prolongar o desgaste provocado pelo caso.

O ministro Luiz Fux atendeu pedido do deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem Queiroz foi assessor. O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento.

Para esses auxiliares, foi uma surpresa a solicitação feita por Flávio Bolsonaro para suspender as investigações.

“Ainda não há uma explicação convincente. Enquanto isso não acontecer, o desgaste desse caso vai continuar. Já está demorando demais”, comentou ao blog um auxilia…

Especialista: 'Incorporação da Colômbia à OTAN é uma notícia terrível para América Latina'

Em 31 de maio, a Colômbia será o primeiro país da América Latina a se tornar um "parceiro global" da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Sputnik conversou sobre as conseqüências dessa decisão para a região com o cientista político e sociólogo argentino Atilio Borón.


Sputnik

O presidente do país sul-americano, Juan Manuel Santos, reuniu-se nesta quinta-feira com o secretário geral da OTAN, Jens Stoltenberg, em Bruxelas, para formalizar o status da Colômbia como o novo "parceiro global" da Aliança.

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"Parece-me uma péssima notícia para os colombianos e para os habitantes do resto da região, que é uma área de paz livre de armas nucleares. Depois da incorporação, essa situação ficará em questão", disse Borón à Sputnik Mundo.

Para aliviar as críticas, Santos disse que, apesar da presença de seu país na Aliança, a Colômbia não participará de operações militares. No entanto, o sociólogo argentino não está convencido de que este seja o caso. "A entrada da Colômbia na organização mostra que a diplomacia e a negociação política estão sendo deixadas de lado e que a linguagem das armas se começa a ouvir", disse ele.

Ele acrescentou que a OTAN é chamada por alguns observadores internacionais de "maior organização criminosa terrorista do mundo", e que a medida coloca em risco as tropas colombianas para serem usadas como "bucha de canhão".

"Os soldados colombianos correm o risco de serem envolvidos em aventuras militares da OTAN, e não somente na Europa, sua área original de incumbência, mas em todo o mundo. Essa decisão não poderá trazer nada de bom para os povos desta parte do mundo", disse ele.

Borón explicou que, após o colapso da União Soviética em 1991, os chefes da OTAN asseguraram que a Rússia não seria assediada por seus exércitos. "Eles estavam mentindo, hoje o país eslavo está cercado por suas tropas, do Báltico ao sul da Europa, no leste do Mediterrâneo. É uma organização criminosa, cujo projeto é avançar militarmente para resolver qualquer conflito", acrescentou.

Segundo o cientista político argentino, há "razões bem fundadas" para pensar que uma Colômbia assessorada pela OTAN poderia se tornar um ponto estratégico para "uma intervenção armada" na República Bolivariana da Venezuela.

"Isso seria uma catástrofe gigantesca para um país como Venezuela, que tem mais de 2 mil quilômetros de fronteira com a Colômbia", concluiu.

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