Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Estados Unidos reconhecerão em breve Colinas de Golã como território israelense?

O deputado israelense, Yoav Kish, apelou aos EUA para que reconhecessem as Colinas de Golã como território israelense. Em uma carta ao embaixador norte-americano em Israel, ele definiu que tal medida será uma continuação natural da política atual de Washington. Um cientista político explicou à Sputnik como Tel Aviv aproveita a situação.


Sputnik

Para Abdulaziz Alghashian, especialista em Oriente Médio e pesquisador da Universidade de Essex (Reino Unido), apelando a esta medida, Israel tenta aproveitar o máximo possível da situação atual.

Ponto turístico nas Colinas de Golã
Colinas de Golã, Síria © AFP 2018 / Jalaa Marey

"Acho que Israel está sentindo que pode ganhar muito mais com a administração de Trump agora, muito mais do que podia ter ganhado com qualquer outra administração antes. Em Israel entendem que mais atenção está sendo dada a eles e tentam aproveitar dessa situação ao máximo", disse o analista.

Alghashian também acrescenta que a decisão dos EUA de transferir sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém encorajou Israel ainda mais do que a saída de Washington do acordo nuclear, pois os israelenses entendem que têm uma grande influência sobre a política americana no Oriente Médio.

Para entender até onde levará esta situação, o especialista acha necessário levar em consideração que a ocupação e anexação das Colinas de Golã por Israel são ilegais. Então, o reconhecimento das Colinas de Golã será um ato ilegal segundo a lei internacional e a resolução 497 da ONU, sublinha Alghashian.

"Se esta anexação ilegal for legitimada, haverá críticas significativas vindas do mundo árabe, mas estas críticas não serão unanimes nem solidárias pois […] os países árabes agora não confiam muito uns nos outros", afirmou o interlocutor da Sputnik Internacional.

Mesmo assim, o analista discerne que o reconhecimento das Colinas de Golã como território israelense provocará uma resposta conjunta que exige a implementação da Iniciativa de Paz Árabe de 2002, que reivindica o retorno do território disputado à Síria para regular as relações com Israel.

Em qualquer caso, opina Alghashian, o possível reconhecimento das Colinas de Golã não será um processo fácil.

"Acho que a Administração e conselheiros de Trump lhe aconselham dizer o seguinte: 'Ouçam, vocês já deram um grande passo ao transferir a embaixada para Jerusalém, isso está provocando muita reação anti-israelense e antiamericana, acho que será demais se vocês anexarem as Colinas de Golã também […] Mas, se chegar à oficialização das Colinas de Golã como território israelense, acredito que isso levará muito tempo, não penso que isso aconteça em breve", ressaltou o especialista.

Falando da possível resposta da comunidade internacional, o cientista político opina que esta será sem dúvidas muito crítica, colocando Tel Aviv e Washington "em uma situação muito difícil", já que perderam reputação de mediadores imparciais e honestos, concluiu.

Israel se apropriou das Colinas de Golã na Guerra dos Seis Dias de 1967 e, em seguida, anexou-as unilateralmente em 1981. Desde então, a soberania sobre a área tem sido tema em discussões sobre os direitos territoriais de Israel na região. Antes da guerra, a área pertencia à Síria e a ONU a considera "território ocupado", enquanto Israel a define como "território disputado".

Postar um comentário

Postagens mais visitadas