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'Queremos que a Venezuela volte à democracia', diz Bolsonaro a TV dos EUA

Em entrevista à Fox News, o presidente também defendeu o muro para separar EUA do México. Nesta terça, ele vai se encontrar com Donald Trump.
Por G1

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista à TV norte-americana na madrugada desta terça-feira (19) que a Venezuela estará no centro das discussões durante o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, nesta tarde.

Ao canal Fox News, Bolsonaro reafirmou que o presidente norte-americano mantém "todas as opções na mesa"em relação à Venezuela. "Nós não podemos falar em todas as possibilidades, mas o que for possível de forma diplomática", disse Bolsonaro, segundo tradutor da emissora.

A entrevista foi ao ar com tradução simultânea, e em alguns trechos não foi possível ouvir o que o presidente respondeu. Bolsonaro disse que o Brasil é o país mais interessado em pôr fim ao governo de Nicolás Maduro.

O presidente afirmou que o governo brasileiro está alinhado ao de Trump. "Hoje temos nova ideologia,…

Estados Unidos reconhecerão em breve Colinas de Golã como território israelense?

O deputado israelense, Yoav Kish, apelou aos EUA para que reconhecessem as Colinas de Golã como território israelense. Em uma carta ao embaixador norte-americano em Israel, ele definiu que tal medida será uma continuação natural da política atual de Washington. Um cientista político explicou à Sputnik como Tel Aviv aproveita a situação.


Sputnik

Para Abdulaziz Alghashian, especialista em Oriente Médio e pesquisador da Universidade de Essex (Reino Unido), apelando a esta medida, Israel tenta aproveitar o máximo possível da situação atual.

Ponto turístico nas Colinas de Golã
Colinas de Golã, Síria © AFP 2018 / Jalaa Marey

"Acho que Israel está sentindo que pode ganhar muito mais com a administração de Trump agora, muito mais do que podia ter ganhado com qualquer outra administração antes. Em Israel entendem que mais atenção está sendo dada a eles e tentam aproveitar dessa situação ao máximo", disse o analista.

Alghashian também acrescenta que a decisão dos EUA de transferir sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém encorajou Israel ainda mais do que a saída de Washington do acordo nuclear, pois os israelenses entendem que têm uma grande influência sobre a política americana no Oriente Médio.

Para entender até onde levará esta situação, o especialista acha necessário levar em consideração que a ocupação e anexação das Colinas de Golã por Israel são ilegais. Então, o reconhecimento das Colinas de Golã será um ato ilegal segundo a lei internacional e a resolução 497 da ONU, sublinha Alghashian.

"Se esta anexação ilegal for legitimada, haverá críticas significativas vindas do mundo árabe, mas estas críticas não serão unanimes nem solidárias pois […] os países árabes agora não confiam muito uns nos outros", afirmou o interlocutor da Sputnik Internacional.

Mesmo assim, o analista discerne que o reconhecimento das Colinas de Golã como território israelense provocará uma resposta conjunta que exige a implementação da Iniciativa de Paz Árabe de 2002, que reivindica o retorno do território disputado à Síria para regular as relações com Israel.

Em qualquer caso, opina Alghashian, o possível reconhecimento das Colinas de Golã não será um processo fácil.

"Acho que a Administração e conselheiros de Trump lhe aconselham dizer o seguinte: 'Ouçam, vocês já deram um grande passo ao transferir a embaixada para Jerusalém, isso está provocando muita reação anti-israelense e antiamericana, acho que será demais se vocês anexarem as Colinas de Golã também […] Mas, se chegar à oficialização das Colinas de Golã como território israelense, acredito que isso levará muito tempo, não penso que isso aconteça em breve", ressaltou o especialista.

Falando da possível resposta da comunidade internacional, o cientista político opina que esta será sem dúvidas muito crítica, colocando Tel Aviv e Washington "em uma situação muito difícil", já que perderam reputação de mediadores imparciais e honestos, concluiu.

Israel se apropriou das Colinas de Golã na Guerra dos Seis Dias de 1967 e, em seguida, anexou-as unilateralmente em 1981. Desde então, a soberania sobre a área tem sido tema em discussões sobre os direitos territoriais de Israel na região. Antes da guerra, a área pertencia à Síria e a ONU a considera "território ocupado", enquanto Israel a define como "território disputado".

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