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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Estaria Israel tentando esconder da Turquia 'capacidades melhoradas' do F-35?

Israel e Estados Unidos estão realizando negociações sobre entrega de caças furtivos à Turquia em meio à incerteza sobre o destino dos fornecimentos dos EUA, informa o diário Haaretz.


Sputnik

De acordo com um alto funcionário israelense na área de defesa, Israel planeja ser o único país na região a possuir caças F-35 para manter a supremacia qualitativa. Israel e os EUA teriam também discutido sobre o software aperfeiçoado do caça, segundo confirmaram fontes, que preferiram manter anonimato, ao jornal. No entanto, Israel negou ter participado de conversações sobre o acordo de fornecimento de 100 caças furtivos à Turquia.

Caça F-35 (foto de arquivo)
F-35 Lightining II © AP Photo / Rick Bowmer

A Força Aérea de Israel deve receber o software para aumentar as capacidades do avião em julho. Por sua vez, Tel Aviv estaria preocupada que a Turquia também o obtenha e estaria discutindo a possibilidade de fornecimento de caças a Ancara sem a atualização do software.

O acordo recebeu críticas do Congresso norte-americano, com vários legisladores pedindo cancelamento da venda de mais de 100 caças.

"A nossa preocupação é que a Turquia está passando por uma transição dramática como país. A Turquia passou por um longo caminho para ser um aliado da OTAN e um parceiro importante na luta antiterrorista, até a situação de hoje, em que está usando um cidadão norte-americano como um instrumento de negociação. Não é uma conduta de um aliado", declarou ao diário o senador James Lankford, tendo em vista o pastor Andrew Brunson, que está em custódia na Turquia desde o ano passado.

De acordo com Lankford, o incidente evidencia que a Turquia se mostra menos confiável como parceiro dos EUA, sugerindo ser melhor não fornecer a tecnologia para ela.

"A minha preocupação é que eles [Turquia] são aliados da OTAN, eles têm sido bons parceiros por anos, mas se não sabemos como será o país daqui a alguns anos, deveríamos guardar estes recursos deles", frisou Lankford.

O senador continuou dizendo que os EUA não têm "hesitações com Israel. Quando damos F-35 ou outro equipamento militar para eles, sabemos como eles vão usá-los. Sabemos o que vão e não vão fazer. Não estou certo de que possamos dizer o mesmo sobre a Turquia".

Lankford acrescentou que os desacordos recentes entre a Turquia e os EUA sobre a política externa devem induzir os EUA a "fazerem uma pausa" e a reconsiderarem o acordo sobre os F-35, não esquecendo outras formas de cooperação militar. A embaixada de Israel em Washington ainda há de comentar o assunto.

"Ninguém aqui tem nenhuma dúvida de que Israel prefere permanecer sendo o único país na região que possui estas capacidades de ataque. Os israelenses sabem como deixar isso claro com seus próprios meios", concluiu Lankford.

Na semana passada, a Força Aérea de Israel declarou ter se tornado o primeiro país do mundo a realizar ataque com caças F-35.

No início de maio, o congressista David Cicilline propôs uma lei na Câmara dos Representantes para proibir a venda de caças à Turquia, referindo-se a uma "conduta violenta e repreensível".

A mídia turca Yeni Safak relatou sobre possível entrega de caças russos Su-57 caso Washington decida suspender os fornecimentos de F-35 em resposta às compras de mísseis russos S-400.

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