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China convoca embaixador dos EUA após sanção por compra de jatos russos

O Ministério de Relações Exteriores da China convocou neste sábado o embaixador dos EUA em Pequim para protestar contra a decisão de Washington de sancionar uma agência militar chinesa e seu diretor após a compra de caças russos e de avançado sistema de mísseis terra-ar.
Reuters

O vice-ministro das Relações Exteriores chinês, Zheng Zeguang, convocou o embaixador Terry Branstad para apresentar “representações severas” e protestar contra as sanções, disse a pasta.

Mais cedo, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian, disse que a decisão da China de comprar caças e sistemas russos foi um ato normal de cooperação entre países soberanos, e que os Estados Unidos “não tinham o direito de interferir”.

Na quinta-feira, o Departamento de Estado dos EUA impôs sanções ao Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos da China (EED, na sigla em inglês) depois que o órgão se envolveu em “transações significativas” com a Rosoboronexport, principal exportadora de armas da Rússia.

As sanções est…

Estaria Israel tentando esconder da Turquia 'capacidades melhoradas' do F-35?

Israel e Estados Unidos estão realizando negociações sobre entrega de caças furtivos à Turquia em meio à incerteza sobre o destino dos fornecimentos dos EUA, informa o diário Haaretz.


Sputnik

De acordo com um alto funcionário israelense na área de defesa, Israel planeja ser o único país na região a possuir caças F-35 para manter a supremacia qualitativa. Israel e os EUA teriam também discutido sobre o software aperfeiçoado do caça, segundo confirmaram fontes, que preferiram manter anonimato, ao jornal. No entanto, Israel negou ter participado de conversações sobre o acordo de fornecimento de 100 caças furtivos à Turquia.

Caça F-35 (foto de arquivo)
F-35 Lightining II © AP Photo / Rick Bowmer

A Força Aérea de Israel deve receber o software para aumentar as capacidades do avião em julho. Por sua vez, Tel Aviv estaria preocupada que a Turquia também o obtenha e estaria discutindo a possibilidade de fornecimento de caças a Ancara sem a atualização do software.

O acordo recebeu críticas do Congresso norte-americano, com vários legisladores pedindo cancelamento da venda de mais de 100 caças.

"A nossa preocupação é que a Turquia está passando por uma transição dramática como país. A Turquia passou por um longo caminho para ser um aliado da OTAN e um parceiro importante na luta antiterrorista, até a situação de hoje, em que está usando um cidadão norte-americano como um instrumento de negociação. Não é uma conduta de um aliado", declarou ao diário o senador James Lankford, tendo em vista o pastor Andrew Brunson, que está em custódia na Turquia desde o ano passado.

De acordo com Lankford, o incidente evidencia que a Turquia se mostra menos confiável como parceiro dos EUA, sugerindo ser melhor não fornecer a tecnologia para ela.

"A minha preocupação é que eles [Turquia] são aliados da OTAN, eles têm sido bons parceiros por anos, mas se não sabemos como será o país daqui a alguns anos, deveríamos guardar estes recursos deles", frisou Lankford.

O senador continuou dizendo que os EUA não têm "hesitações com Israel. Quando damos F-35 ou outro equipamento militar para eles, sabemos como eles vão usá-los. Sabemos o que vão e não vão fazer. Não estou certo de que possamos dizer o mesmo sobre a Turquia".

Lankford acrescentou que os desacordos recentes entre a Turquia e os EUA sobre a política externa devem induzir os EUA a "fazerem uma pausa" e a reconsiderarem o acordo sobre os F-35, não esquecendo outras formas de cooperação militar. A embaixada de Israel em Washington ainda há de comentar o assunto.

"Ninguém aqui tem nenhuma dúvida de que Israel prefere permanecer sendo o único país na região que possui estas capacidades de ataque. Os israelenses sabem como deixar isso claro com seus próprios meios", concluiu Lankford.

Na semana passada, a Força Aérea de Israel declarou ter se tornado o primeiro país do mundo a realizar ataque com caças F-35.

No início de maio, o congressista David Cicilline propôs uma lei na Câmara dos Representantes para proibir a venda de caças à Turquia, referindo-se a uma "conduta violenta e repreensível".

A mídia turca Yeni Safak relatou sobre possível entrega de caças russos Su-57 caso Washington decida suspender os fornecimentos de F-35 em resposta às compras de mísseis russos S-400.

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