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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
Sputnik

"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

EUA e Turquia se enfrentam pela capital do Curdistão sírio

Washington e Ancara estão levando a cabo intensas negociações em torno de Manbij, a capital do Curdistão sírio, comunicou à Sputnik Turquia o comandante da Divisão Sultan Murad, Ahmed Osman.


Sputnik

Esta unidade faz parte do Exército Livre da Síria, que participou junto com as forças turcas da Operação Ramo de Oliveira contra as formações curdas em Afrin.


Soldado norte-americano em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018
Tropas norte-americana na Síria © AP Photo / Hussein Malla

"Pretendemos assumir o controle desta cidade sem recorrer às forças armadas. No entanto, se não chegarmos a um acordo, a Turquia e o Exército Livre da Síria começarão uma nova operação militar", explicou, acrescentando que a oposição síria se encontra bem preparada para esta ofensiva.

Osman assegurou que "Manbij será tomada muito mais rápido do que Afrin", já que na capital do Curdistão sírio residem menos civis e curdos das Unidades de Proteção Popular (YPG, por suas iniciais em curdo), consideradas por Ancara como um grupo terrorista.

"O único problema é a presença dos norte-americanos em Manbij", frisou. É por isso que Ancara e os EUA precisam negociar sobre a questão, disse.

O comandante do Conselho Militar de Manbij, pertencente às Forças Democráticas da Síria (FDS) compostas por curdos, Mohamed Ebu Adil, também afirmou que Washington e Ancara estão de olho na capital do Curdistão.

"No momento, esses países não chegaram a nenhum acordo. Se assim fosse, os militares dos EUA não aumentariam sua presença na região. No momento, mantemos negociações regulares com os militares dos EUA. Eles afirmam que não pensam em abandonar Manbij. Da nossa parte, nós, como representantes do povo de Manbij, tampouco vamos nos afastar e defenderemos nossa cidade até o último suspiro em caso de um ataque", concluiu.

Turquia vem repetidamente acusando os EUA de violarem sua promessa de retirar os combatentes da YPG de Manbij, depois de as formações curdas terem libertado em junho de 2016 a cidade dos terroristas do Daesh (organização proibida na Rússia e em vários outros países).

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