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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

EUA oferecem doação de equipamentos militares ao Exército Brasileiro

Os Estados Unidos fizeram uma proposta para doar ao Exército Brasileiro 120 obuseiros rebocados M198 155 mm, 200 veículos blindados de comando M577A2 e seis veículos blindados de recuperação M88A1 (ARV).


Sputnik

Em nota enviada à Sputnik Brasil, o Exército Brasileiro confirmou que os Estados Unidos ofereceram o material, mas que uma equipe brasileira vai aos EUA para verificar as condições dos materiais.

Resultado de imagem para blindados de comando M577A2
O Exército Brasileiro vai receber veículos blindados do US Army do tipo M577A2 de comando e controle | Reprodução

"A referida visita irá determinar se o Exército Brasileiro irá receber a doação total, parcial ou se não receberá nenhum material", escreveram.

O jornalista Pedro Paulo Rezende, especialista em assuntos militares, disse que os equipamentos oferecidos são antigos, mas podem ser úteis para o Brasil dependendo das condições que estejam encontrados.

"Não são materiais de ponta, o material que nós estamos recebendo tecnologicamente é da guerra do Vietnã, mas eles têm validade e funcionam", disse.

Caso o Brasil aceite, ele só será obrigado a pagar pelo custo de embarque e manuseio dos equipamentos.

Rezende disse que esse tipo de prática é comum entre os dois países.

"Nosso exército já recebeu material desse tipo e para nós foi um grande avanço, nossa artilharia estava extremamente ultrapassada. Por meio do FMS (Foreign Military Sales), nós compramos equipamentos mais pesados, de maior alcance e transformamos esse material em um material quase novo", explicou.

A previsão, segundo o Exército Brasileiro, é de que esses materiais sejam avaliados já em junho deste ano.

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