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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

EUA oferecerão ajuda econômica se Pyongyang se desfizer de armas nucleares

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou nesta sexta-feira que os Estados Unidos ajudarão economicamente à Coreia do Norte se o regime se desfizer de suas armas nucleares e iniciar o caminho ruma a uma desnuclearização "completa, verificável e irreversível" da península norte-coreana.


EFE

Washington - "Se a Coreia do Norte tomar medidas valentes para se desnuclearizar rapidamente, os EUA estão dispostos a trabalhar com a Coreia do Norte para conseguir uma prosperidade no nível de nossos amigos sul-coreanos", disse Pompeo em entrevista coletiva no Departamento de Estado junto à chanceler sul-coreana, Kang Kyung-wha.


EFE/EPA/ERIN SCHAFF
Mike Pompeo | EFE/EPA/ERIN SCHAFF

Até que haja um acordo, Washington pretende manter uma campanha de "máxima pressão" com sanções sobre a Coreia do Norte, que viu dificultada sua capacidade para fazer negócios com empresas procedentes da China, sua tradicional aliada, algo que acabou por isolar ainda mais economicamente o fechado país.

Perguntada pela imprensa, Kang indicou que a Coreia do Sul quer que as sanções sejam mantidas até que Pyongyang adote medidas "mais amplas e mais concretas".

"Não estamos falando sobre um alívio das sanções neste momento", destacou.

A oferta de futura ajuda econômica de Pompeo acontece no momento em que EUA e Coreia do Norte se preparam para a histórica cúpula entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente Donald Trump, que acontecerá em 12 de junho em Cingapura, país com o qual ambos países mantêm boas relações.

Tanto Kang como Pompeo reiteraram que seu objetivo é conseguir uma desnuclearização "completa, verificável e irreversível" da península norte-coreana.

Os jornalistas perguntaram ao chefe da diplomacia americana sobre o significado dessa frase, que Washington repete sem cessar, e especificamente lhe pediram para explicar se uma desnuclearização "completa, verificável e irreversível" implicaria em inspeções às usinas nucleares da Coreia do Norte.

"Acredito que há um acordo completo sobre quais são os objetivos finais", afirmou Pompeo, que se recusou a oferecer mais detalhes.

Pompeo se dirigiu à imprensa depois de ter visitado a Coreia do Norte nesta semana para se reunir com Kim e levar de volta aos Estados Unidos três americanos presos na Coreia do Norte.

"Justamente ontem voltei de Pyongyang, onde tive conversas produtivas com o presidente Kim Jong-un em preparação da cúpula com o presidente Trump. Foi uma honra que uma das minhas primeiras ações como secretário de Estado tenha sido negociar o regresso seguro de três cidadãos dos Estados Unidos", ressaltou.

Pompeo assumiu o cargo como secretário de Estado no último dia 26 de abril, depois de ter dirigido a CIA (agência de inteligência dos EUA) durante 15 meses.

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