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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Força Aérea israelense anuncia estreia global do caça F-35 em combate

Israel foi o primeiro país ao qual os Estados Unidos autorizaram a venda do caça invisível


Juan Carlos Sanz | El País

Jerusalém - A Força Aérea de Israel revelou nesta terça-feira que foi a primeira a utilizar em combate o F-35, o ultramoderno caça furtivo indetectável para os radares inimigos. O chefe da aeronáutica israelense, general Amikam Nirkin, fez o comunicado aos comandantes das forças aéreas de vários países reunidos ao norte de Tel Aviv.

Um caça israelense F-35, em manobras em dezembro de 2016.
Um caça israelense F-35, em manobras em dezembro de 2016 | ARIEL SCHALIT (AP)

O general Nirkin mostrou a seus colegas – procedentes dos EUA, Itália, França, Índia e Brasil, entre outros países – a imagem de vários F-35 sobre Beirute, enquanto confirmava que esses aviões tinham participado de ataques em duas frentes.

“O esquadrão do F-35 está em operação e já sobrevoa todo o Oriente Médio”, afirmou o chefe da força aérea.

Nirkin reiterou que, há duas semanas, a Guarda Revolucionária iraniana disparou 32 foguetes contra as Colinas de Golã, planalto sírio ocupado por Israel desde 1967 e que, em resposta à agressão, a aviação de combate sob suas ordens – desta vez sem a ajuda dos novos F-35 – havia lançado ataques contra 20 alvos na Síria.

“Dispararam mais de 100 foguetes terra-ar contra nossos caças e tivemos que destruir suas baterias antiaéreas”, disse o general israelense.

“Continuamos mantendo a liberdade de ação na região”, disse o general Norkin, “para impedir o rearmamento do Hezbollah [milícia xiita libanesa] e do Irã, para nos afirmarmos militarmente na Síria”. “Interviemos da forma habitual”, revelou ele, “sem ultrapassar o limiar de um conflito bélico.”
100 milhões de dólares por avião

Construído pela Lockheed Martin, o F-35 começou a voar em 2006. Israel já recebeu nove aeronaves do total de 50 (ampliável para 75) pedido à empresa aeronáutica dos EUA. A força aérea israelense foi a primeira a ser equipada com esse caça furtivo depois da norte-americana.

Seu preço elevado – em torno dos 100 milhões de dólares (360 milhões de reais) – foi criticado pelo republicano Donald Trump ao chegar à Casa Branca. O Pentágono, no entanto, manteve o programa de compras do ultramoderno avião de combate. Analistas militares citados pela BBC acreditam que seus recursos de invisibilidade ao radar podem ter comprometido a capacidade de combate aéreo.

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