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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Ghasemi nega acordo com a UE para conter a influência regional do Irã

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse que as recentes conversas entre Irã e E4 em Roma visam alcançar uma solução política para a crise do Iêmen e que os dois lados não fizeram nenhum novo acordo para conter a influência regional do Irã.


Pars Today

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasemi, fez as declarações em sua coletiva de imprensa semanal na segunda-feira em resposta a uma pergunta sobre as tentativas de Trump de conter a influência regional do Irã.


Ghasemi nega acordo com a UE para conter a influência regional do Irã
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasemi | Reprodução

"Nossas conversas se concentraram em maneiras de enviar ajuda humanitária ao povo iemenita", disse Ghasemi em referência a uma recente reunião do Irã-E4 realizada em Roma. "Estamos fazendo esforços para aliviar o sofrimento do povo iemenita e esperamos que os países responsáveis pela terrível situação no Iêmen permitam que a ajuda humanitária atinja essas pessoas oprimidas durante o mês sagrado do Ramadã".

Ele ressaltou que se Trump decidisse sair do acordo, a resposta do Irã seria "dolorosa" para os EUA e causaria muito arrependimento ao lado americano.

"Washington pagará um preço alto pela saída do acordo nuclear", disse ele. "Isso tornará o mundo ainda mais desconfiado dos EUA."

"O Irã não será o primeiro país a violar o JCPOA e, quando o acordo deixar de ser lucrativo para a nação iraniana, tomaremos as decisões necessárias", acrescentou.

Sobre a iniciativa de Marrocos de cortar relações diplomáticas com o Irã, Ghasemi disse que a decisão foi mais provavelmente influenciada pelo regime israelense e outros países hostis. Ele disse que a ação do Marrocos foi um flagrante erro estratégico, que não seria o primeiro a repassar o Irã desde a Revolução Islâmica.

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