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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Governo apresenta plano para Exército colaborar com as PMs em treinamento, logística e inteligência

Plano foi anunciado pelos ministros da Segurança Pública, Raul Jungmann, e da Defesa, general Silva e Luna. Iniciativa vai valer para todos os estados


Por Ana Paula Andreolla | TV Globo, Brasília


O governo assinou na manhã desta quarta-feira (2) um plano que prevê a colaboração do Exército com as polícias militares de todos os estados nas áreas de logística, inteligência e treinamento. O plano foi assinado pelos ministros da Segurança Pública, Raul Jungmann, e da Defesa, general Silva e Luna.

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Raul Jungmann | Reprodução

No total, o plano, que já pode ser implemntado a partir desta quarta, data da assinatuta, prevê 30 iniciativas de colaboração. Na maioria delas, o Exército deverá colocar à disposição das PMs pessoal, equipamentos e ajuda para auxiliar os estados a elaborar um planejamento na área de segurança pública.

Os homens do Exército não farão patrulhamento nas ruas nem atuarão no policiamento ostenstivo. O plano também prevê um investimento de R$ 5 milhões.

Segundo o ministério da Segurança Pública, o Exército já acompanha e fiscaliza as polícias militares há 51 anos. O que muda com a assinatura do plano é que agora, além de fiscalizar, o Exército passa a levar conhecimento, a fornecer treinamento aos policiais militares e a doar equipamentos, como coletes à prova de bala e capacetes. As armas, de uso exclusivo do Exército, não serão doadas.

"O treinamento e a formação do Exército Brasileiro são reconhecidos como um dos melhores do mundo", enfatizou o ministro da segurança pública. "Disponibilizar toda a vasta gama de recursos do Exército Brasileiro para apoiar e fortalecer as PMs está dentro de uma das principais conquistas da nossa gestão, porque isso vai melhorar na prática [...] a qualificação das nossas PMs", completou Jungmann.

Segundo o ministro, a integração será feita conforme as necessidades de cada estado. O Exército vai ser reunir com as PMs para elaborar um diagnóstico e ver como podem ajudar cada estado dentro da suas necessidades, de acordo com o que prevê o plano. "Isso vai contribuir principalmente no combate ao crime organizado", explicou Jungmann.

Ainda de acordo com o ministro o convênio vai permitir que seja elaborado um ranking das polícias e identificar em que pontos cada uma delas pode melhorar.

“Nós vamos poder ter um ranking do desempenho das nossas polícias, e a partir daí vamos poder discutir porque algumas estão melhores e outras nem tanto, e como nós podemos auxiliar aquelas que não estão tendo o desempenho que seria esperado”, acrescentou o ministro.

Intervenção

Após apresentar o plano de integração, Jungmann foi questionado se há uma tendência no país de ações como a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Para ele, a iniciativa no Rio é "pontual".

“Não, não existe isso [tendência de intervenção]. Isso é pontual. No caso do Rio, diante da crise que estava lá, as forças locais não davam conta de enfrentar o crime, daí a necessidade de intervenção pela primeira vez desde a Carta de 88", disse.

Ele afirmou ainda que o plano anunciado nesta quarta não significa que o Exército vai substituir as polícias.

"O que nós estamos fazendo aqui, como o nome diz, é apoiar e fortalecer. Não é assumir e nem substituir as polícias, mas dar a elas melhores condições de enfrentamento do crime organizado e redução da violência, colocando à disposição o conhecimento do Exército Brasileiro, cuja formação está dentro das melhores do mundo”.

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