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Donetsk declara estar em prontidão de combate para se defender de suposta ofensiva de Kiev

Os destacamentos da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD) estão em prontidão de combate total e completamente equipados com todo o necessário para o caso de haver uma possível ofensiva das Forças Armadas da Ucrânia em Donbass, declarou aos jornalistas o vice-comandante da Milícia Popular da RPD, Eduard Basurin.
Sputnik

Anteriormente, Donetsk denunciou a preparação de um grande ataque por parte de Kiev no sul da região de Donetsk com uso de veículos blindados pesados, artilharia e lançadores múltiplos de foguetes.


Segundo dados da inteligência, a ofensiva foi programada para 14 de dezembro com o objetivo final de tomar sob controle a fronteira com a Rússia. O líder da RPD, Denis Pushilin, declarou por sua vez que as forças de Donetsk estavam prontas para repelir o ataque.

"Todas as unidades militares foram colocadas em prontidão de combate total. Desde o momento em que recebemos informação sobre a preparação de uma ofensiva em grande escala do lado ucraniano, os nossos des…

Greve dos caminhoneiros: prioridade de atuação das Forças Armadas são refinarias e aeroportos, diz ministro

Joaquim Luna (Defesa) deu informação após Temer assinar decreto que autoriza emprego de militares para garantir ordem pública. Ministro já disse que atuação de militares será 'enérgica'.


Por Guilherme Mazui e Alessandra Modzeleski | G1, Brasília

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, afirmou nesta sexta-feira (25) que a prioridade das Forças Armadas nas ações relacionadas à greve dos caminhoneiros serão as refinarias e os aeroportos.

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Prioridade de atuação das Forças Armadas são refinarias e aeroportos, diz ministro

Silva e Luna deu a informação após o presidente Michel Temer assinar um decreto em que autoriza o emprego de militares se houver perturbação da ordem pública, a chamada Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A greve dos caminhoneiros chegou ao 5º dia nesta sexta-feira. A categoria protesta em todo o país contra o aumento no preço do diesel.

"Nós estabelecemos uma série de prioridades, e a principal preocupação tem a ver com as refinarias, para a partir de lá poder abastecer", afirmou Silva e Luna.

"São 11 aeroportos que estão nossa lista como prioritários, aí entra Recife, Salvador, Brasília", acrescentou o ministro.

Segundo a assessoria de Luna e Silva, a prioridade são 11 bases da Petrobras que estão com dificuldade de distribuição de combustível. Essas bases têm querosene de aviação para abastecer 6 aeroportos: Recife, Brasília, Viracopos, Goiânia, Porto Alegre e Confins.

Com a paralisação dos caminhoneiros, tem faltado gasolina nos postos de todo o país, diversos produtos não estão chegando aos supermercados e acabou o querosene para aviões em vários aeroportos.

Ação 'enérgica' dos militares

Mais cedo, nesta sexta, Temer acionou as Forças Armadas para desbloquear as vias interditadas pelos caminhoneiros.

O ministro Joaquim Silva e Luna, por sua vez, informou que a ação dos militares será "enérgica" e "rápida".

Diante disso, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) divulgou um comunicado no qual pediu à categoria que desbloqueie as estradas interditadas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, já autorizou o uso de forças de segurança pública para desobstruir as vias.

Uso de motoristas militares

De acordo com Silva e Luna, a partir deste sábado (26), motoristas militares poderão levar caminhões de abastecimento da Petrobras trancados em refinarias.

"Se esses veículos estão abandonados com suas cargas, serão transportados por motoristas militares, que levarão até o local de destino", afirmou.

Silva e Luna informou, ainda, que o emprego dos militares teve início nesta sexta, logo depois de Temer assinar o decreto de Garantia da Lei da Ordem, cuja validade é até 4 de junho. Ele deu como exemplo atuação na refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

O general disse que são usados helicópteros no Rio e São Paulo. As aeronaves auxiliam a avaliar dificuldades no tráfego de rodovias para melhor orientar a atuação dos militares.

Silva e Luna foi indagado sobre o risco de confrontos, caso os caminhoneiros não queiram desbloquear rodovias. Segundo ele, não se imagina esse tipo de situação.

"Nós não imaginamos isso ai [confrontos]. A ação não é contra caminhoneiro, é para permitir o direito de ir e vir das pessoas, dos veículos e o abastecimento", afirmou.

O ministro ainda garantiu que há combustível suficiente para a atuação das Forças Armadas por 30 a 45 dias.

Proposta de acordo

Após uma reunião de mais de sete horas no Palácio do Planalto, nesta quinta (25), governo e representantes dos caminhoneiros anunciaram uma proposta de acordo para suspender a paralisação da categoria por 15 dias.

O governo propôs, entre outros pontos, manter a redução de 10% do diesel nas refinaria e reajustar o preço do combustível com periodicidade mínima de 30 dias.

Essa operação, de acordo com o Ministério da Fazenda, custará à União R$ 4,9 bilhões até o fim deste ano. O valor deverá ser repassado à Petrobras a título de compensação.

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