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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

Greve dos caminhoneiros: prioridade de atuação das Forças Armadas são refinarias e aeroportos, diz ministro

Joaquim Luna (Defesa) deu informação após Temer assinar decreto que autoriza emprego de militares para garantir ordem pública. Ministro já disse que atuação de militares será 'enérgica'.


Por Guilherme Mazui e Alessandra Modzeleski | G1, Brasília

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, afirmou nesta sexta-feira (25) que a prioridade das Forças Armadas nas ações relacionadas à greve dos caminhoneiros serão as refinarias e os aeroportos.

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Prioridade de atuação das Forças Armadas são refinarias e aeroportos, diz ministro

Silva e Luna deu a informação após o presidente Michel Temer assinar um decreto em que autoriza o emprego de militares se houver perturbação da ordem pública, a chamada Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A greve dos caminhoneiros chegou ao 5º dia nesta sexta-feira. A categoria protesta em todo o país contra o aumento no preço do diesel.

"Nós estabelecemos uma série de prioridades, e a principal preocupação tem a ver com as refinarias, para a partir de lá poder abastecer", afirmou Silva e Luna.

"São 11 aeroportos que estão nossa lista como prioritários, aí entra Recife, Salvador, Brasília", acrescentou o ministro.

Segundo a assessoria de Luna e Silva, a prioridade são 11 bases da Petrobras que estão com dificuldade de distribuição de combustível. Essas bases têm querosene de aviação para abastecer 6 aeroportos: Recife, Brasília, Viracopos, Goiânia, Porto Alegre e Confins.

Com a paralisação dos caminhoneiros, tem faltado gasolina nos postos de todo o país, diversos produtos não estão chegando aos supermercados e acabou o querosene para aviões em vários aeroportos.

Ação 'enérgica' dos militares

Mais cedo, nesta sexta, Temer acionou as Forças Armadas para desbloquear as vias interditadas pelos caminhoneiros.

O ministro Joaquim Silva e Luna, por sua vez, informou que a ação dos militares será "enérgica" e "rápida".

Diante disso, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) divulgou um comunicado no qual pediu à categoria que desbloqueie as estradas interditadas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, já autorizou o uso de forças de segurança pública para desobstruir as vias.

Uso de motoristas militares

De acordo com Silva e Luna, a partir deste sábado (26), motoristas militares poderão levar caminhões de abastecimento da Petrobras trancados em refinarias.

"Se esses veículos estão abandonados com suas cargas, serão transportados por motoristas militares, que levarão até o local de destino", afirmou.

Silva e Luna informou, ainda, que o emprego dos militares teve início nesta sexta, logo depois de Temer assinar o decreto de Garantia da Lei da Ordem, cuja validade é até 4 de junho. Ele deu como exemplo atuação na refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

O general disse que são usados helicópteros no Rio e São Paulo. As aeronaves auxiliam a avaliar dificuldades no tráfego de rodovias para melhor orientar a atuação dos militares.

Silva e Luna foi indagado sobre o risco de confrontos, caso os caminhoneiros não queiram desbloquear rodovias. Segundo ele, não se imagina esse tipo de situação.

"Nós não imaginamos isso ai [confrontos]. A ação não é contra caminhoneiro, é para permitir o direito de ir e vir das pessoas, dos veículos e o abastecimento", afirmou.

O ministro ainda garantiu que há combustível suficiente para a atuação das Forças Armadas por 30 a 45 dias.

Proposta de acordo

Após uma reunião de mais de sete horas no Palácio do Planalto, nesta quinta (25), governo e representantes dos caminhoneiros anunciaram uma proposta de acordo para suspender a paralisação da categoria por 15 dias.

O governo propôs, entre outros pontos, manter a redução de 10% do diesel nas refinaria e reajustar o preço do combustível com periodicidade mínima de 30 dias.

Essa operação, de acordo com o Ministério da Fazenda, custará à União R$ 4,9 bilhões até o fim deste ano. O valor deverá ser repassado à Petrobras a título de compensação.

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