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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Há uma razão para não abdicar completamente das armas nucleares, segundo jornalista

Mesmo que as armas nucleares causem enormes prejuízos materiais e sofrimentos, elas permitem limitar os conflitos entre países, o que mostra determinada "utilidade" das bombas nucleares.


Sputnik

Foi essa a conclusão a que chegou o jornalista austríaco da edição Contra Magazin, Marco Maier.

Uma explosão nuclear (imagem artística)
© Fotolia / Kremldepall

"Se a Rússia e a China não possuíssem bombas nucleares, então os norte-americanos junto com seus aliados as teriam atacado há muito", explicou o ator.

Além disso, ele concluiu que sem "ajuda" das bombas nucleares, a Índia e o Paquistão já teriam acabado um com outro. Israel como Estado também não existiria sem elas.

Neste sentido, o autor apontou que o lema "armas nucleares para todo o mundo” deveria soar por toda a Terra, frisando que as guerras entre países seriam nesse caso pouco prováveis.

Anteriormente, a alta representante da ONU para Desarmamento, Izumi Nakamitsu, afirmou que a ameaça de uso de armas nucleares está crescendo no mundo, enquanto os tratados internacionais na área da segurança coletiva estão sendo destruídos.

"Esta ameaça, que afeta toda a humanidade, existirá enquanto os arsenais nacionais tiverem armas nucleares", assinalou.

Segundo Nakamitsu, caso as conversações sobre desarmamento e controle de armas não sejam prosseguidas, o mundo ficará sem limitações à criação e utilização de arsenais nucleares.

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