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Revista americana compara táticas de uso de robôs militares da Rússia e dos EUA

Depois dos testes do veículo de combate robótico Uran-9 na Síria, especialistas militares dos EUA analisaram o papel e o conceito de utilização de robôs em combate, tendo ainda comparado as caraterísticas dos robôs militares russos e norte-americanos.
Sputnik

Antes de tudo, o analista militar Charlie Gao da revista The National Interest prestou atenção à diferença fundamental na filosofia de planejamento militar dos EUA e da Rússia. 

Por exemplo, o Pentágono destaca cinco aplicações potenciais dos robôs. Entre elas estão a vigilância, o abastecimento de tropas, o apoio às tarefas cognitivas e físicas dos soldados, o aumento das capacidades de manobra, bem como a proteção das Forças Armadas. O exército norte-americano utiliza os robôs principalmente em tarefas auxiliares e de transporte de cargos.

Por sua vez, o Estado-Maior russo prevê usar os robôs em missões ofensivas, em ataques de vanguarda ou para neutralizar as posições do adversário em colaboração com as tropas convencionais.

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Irã acusa Israel de 'inventar pretextos' para atacar a Síria

Nesta quinta Israel bombardeou alvos iranianos na Síria.


Por G1

O governo do Irã acusou nesta sexta-feira (11) Israel de "inventar pretextos" para atacar a Síria enquanto uma importante autoridade religiosa fez ameaças contra o governo de Benjamin Netanyahu, um dia depois dos bombardeios israelenses contra supostos alvos iranianos e sírios neste país.

Mísseis sendo avistados no céu de cidade síria de Deraa na madrugada desta quinta-feira (Foto: Reuters)
Mísseis sendo avistados no céu de cidade síria de Deraa na madrugada desta quinta-feira (Foto: Reuters)

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasemi, citado pela agência Isna, condenou "com firmeza os ataques do regime sionista".

Além disso, o clérigo Ahmad Khatami disse nesta sexta, de acordo com a TV estatal, que se Israel agir "estupidamente", as cidades de Tel Aviv e Haifa serão destruídas.

"Vamos expandir nossa capacidade de mísseis apesar da pressão ocidental... para fazer Israel saber que se eles agirem estupidamente, Tel Aviv e Haifa serão totalmente destruídas", disse Khatami durante as orações de sexta-feira na Universidade de Teerã.

Na quinta-feira, Israel anunciou que atacou posições "iranianas" na Síria, em represália por ataques do Irã contra a parte das colinas de Golã sob controle do Estado hebreu. O ataque deixou mais de 20 mortos. Golã é um território sírio que Israel ocupou na Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexou mais tarde em uma decisão não reconhecida pela comunidade internacional.

A tensão entre Israel e Irã aumentou desde que o presidente americano Donald Trump anunciou a saída dos EUA do acordo nuclear assinado com o Irã e potências ocidentais em 2015. Israel, que é o principal aliado dos EUA no Oriente Médio, apoiou a decisão de Trump e já disse que não deixaria o Irã se estabelecer na guerra da Síria. O Irã tem ajudado o presidente sírio, com centenas de soldados e algumas bases militares, a derrotar uma rebelião de mais de sete anos.

Israel afirma que atingiu quase toda a infraestrutura do Irã na Síria. Segundo a imprensa israelense, foi o maior ataque de Israel contra a Síria desde 1974. O presidente do Parlamento, Yuli Edelstein, disse nesta quinta que Israel enviou "uma mensagem clara aos seus inimigos e ao Irã".

Ataque atribuído ao Irã

No ataque atribuído ao Irã por Israel, o Exército israelense diz que foram disparados 20 mísseis, mas que nenhum caiu no território israelense - 4 foram interceptados e 16 falharam. Israel atribui a responsabilidade do ataque, que tinha como alvo bases militares, ao comandante Qassem Soleimani, da Guardas Revolucionárias do Irã.

Segundo o jornal israelense "Haaretz", essa foi a primeira vez em que Israel acusou diretamente o Irã de disparar contra o seu território.

Na noite de terça (8), um bombardeio noturno atribuído a Israel em uma área próxima a Damasco, na Síria, matou 15 combatentes estrangeiros leais ao regime sírio, incluindo 8 iranianos, de acordo com o OSDH.

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