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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Irã acusa Israel de 'inventar pretextos' para atacar a Síria

Nesta quinta Israel bombardeou alvos iranianos na Síria.


Por G1

O governo do Irã acusou nesta sexta-feira (11) Israel de "inventar pretextos" para atacar a Síria enquanto uma importante autoridade religiosa fez ameaças contra o governo de Benjamin Netanyahu, um dia depois dos bombardeios israelenses contra supostos alvos iranianos e sírios neste país.

Mísseis sendo avistados no céu de cidade síria de Deraa na madrugada desta quinta-feira (Foto: Reuters)
Mísseis sendo avistados no céu de cidade síria de Deraa na madrugada desta quinta-feira (Foto: Reuters)

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasemi, citado pela agência Isna, condenou "com firmeza os ataques do regime sionista".

Além disso, o clérigo Ahmad Khatami disse nesta sexta, de acordo com a TV estatal, que se Israel agir "estupidamente", as cidades de Tel Aviv e Haifa serão destruídas.

"Vamos expandir nossa capacidade de mísseis apesar da pressão ocidental... para fazer Israel saber que se eles agirem estupidamente, Tel Aviv e Haifa serão totalmente destruídas", disse Khatami durante as orações de sexta-feira na Universidade de Teerã.

Na quinta-feira, Israel anunciou que atacou posições "iranianas" na Síria, em represália por ataques do Irã contra a parte das colinas de Golã sob controle do Estado hebreu. O ataque deixou mais de 20 mortos. Golã é um território sírio que Israel ocupou na Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexou mais tarde em uma decisão não reconhecida pela comunidade internacional.

A tensão entre Israel e Irã aumentou desde que o presidente americano Donald Trump anunciou a saída dos EUA do acordo nuclear assinado com o Irã e potências ocidentais em 2015. Israel, que é o principal aliado dos EUA no Oriente Médio, apoiou a decisão de Trump e já disse que não deixaria o Irã se estabelecer na guerra da Síria. O Irã tem ajudado o presidente sírio, com centenas de soldados e algumas bases militares, a derrotar uma rebelião de mais de sete anos.

Israel afirma que atingiu quase toda a infraestrutura do Irã na Síria. Segundo a imprensa israelense, foi o maior ataque de Israel contra a Síria desde 1974. O presidente do Parlamento, Yuli Edelstein, disse nesta quinta que Israel enviou "uma mensagem clara aos seus inimigos e ao Irã".

Ataque atribuído ao Irã

No ataque atribuído ao Irã por Israel, o Exército israelense diz que foram disparados 20 mísseis, mas que nenhum caiu no território israelense - 4 foram interceptados e 16 falharam. Israel atribui a responsabilidade do ataque, que tinha como alvo bases militares, ao comandante Qassem Soleimani, da Guardas Revolucionárias do Irã.

Segundo o jornal israelense "Haaretz", essa foi a primeira vez em que Israel acusou diretamente o Irã de disparar contra o seu território.

Na noite de terça (8), um bombardeio noturno atribuído a Israel em uma área próxima a Damasco, na Síria, matou 15 combatentes estrangeiros leais ao regime sírio, incluindo 8 iranianos, de acordo com o OSDH.

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