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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Irã permanecerá na Síria 'enquanto houver terrorismo e o governo sírio quiser'

O presidente russo, Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em 17 de maio, afirmou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria. O Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu ao plano proposto por Putin.


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"Ninguém pode forçar o Irã a fazer isso. Enquanto houver terrorismo e o governo da Síria quiser, o Irã manterá sua presença [na Síria]. Aqueles que entraram no país sem a permissão das autoridades sírias devem sair", retrucou Bahram Kasemi, representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã, citado pela Tasnim.

Militante das Forças Democráticas da Síria
Militante das Forças Democráticas da Síria © AP Photo / Forças Democráticas da Síria

O anúncio foi feito depois da declaração do presidente Vladimir Putin em uma reunião com o presidente sírio Bashar Assad, em 17 de maio. O presidente declarou que, devido ao sucesso da luta do exército sírio contra o terrorismo e o início do processo político, as forças militares estrangeiras devem se retirar da República Árabe.

Como explicou o porta-voz presidencial Dmitry Peskov, diversas forças armadas estrangeiras presentes atualmente na Síria podem deixar o país no início do processo político, já que não têm base legal para permanecerem. Aleksandr Lavrentiev, representante especial do presidente russo para assuntos sírios, disse que contingentes estrangeiros deveriam ser retirados da Síria, incluindo as tropas dos Estados Unidos, Turquia e as forças libanesas do Hezbollah, especificando que as tropas russas permaneceriam por terem sido enviadas ao país com o consentimento de Damasco.

Diversas forças importantes estão presentes em solo sírio: a coalizão internacional liderada pelos EUA para combater o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia), que lança ataques aéreos no país desde 2014 sem a aprovação de Damasco ou da ONU. Os EUA também são aliados de alguns grupos de militantes curdos, como as Forças Democráticas Sírias (FDS). No momento atual, pelo menos 2 mil soldados norte-americanos estão na Síria.

Segundo as FDS, as forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos estão alocadas na cidade de Manbij, no norte da Síria, desde que foi libertada dos militantes do Daesh há dois anos.

O presidente dos EUA estava pensando em retirar as tropas da Síria, mas depois de enfrentar uma forte oposição de autoridades norte-americanas, incluindo Brett McGurk, enviado especial à coalizão liderada pelos EUA, Mike Pompeo, novo secretário de Estado dos EUA, e Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior Conjunto, ele decidiu manter as forças na Síria por mais algum tempo.

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