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Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

Irã permanecerá na Síria 'enquanto houver terrorismo e o governo sírio quiser'

O presidente russo, Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em 17 de maio, afirmou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria. O Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu ao plano proposto por Putin.


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"Ninguém pode forçar o Irã a fazer isso. Enquanto houver terrorismo e o governo da Síria quiser, o Irã manterá sua presença [na Síria]. Aqueles que entraram no país sem a permissão das autoridades sírias devem sair", retrucou Bahram Kasemi, representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã, citado pela Tasnim.

Militante das Forças Democráticas da Síria
Militante das Forças Democráticas da Síria © AP Photo / Forças Democráticas da Síria

O anúncio foi feito depois da declaração do presidente Vladimir Putin em uma reunião com o presidente sírio Bashar Assad, em 17 de maio. O presidente declarou que, devido ao sucesso da luta do exército sírio contra o terrorismo e o início do processo político, as forças militares estrangeiras devem se retirar da República Árabe.

Como explicou o porta-voz presidencial Dmitry Peskov, diversas forças armadas estrangeiras presentes atualmente na Síria podem deixar o país no início do processo político, já que não têm base legal para permanecerem. Aleksandr Lavrentiev, representante especial do presidente russo para assuntos sírios, disse que contingentes estrangeiros deveriam ser retirados da Síria, incluindo as tropas dos Estados Unidos, Turquia e as forças libanesas do Hezbollah, especificando que as tropas russas permaneceriam por terem sido enviadas ao país com o consentimento de Damasco.

Diversas forças importantes estão presentes em solo sírio: a coalizão internacional liderada pelos EUA para combater o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia), que lança ataques aéreos no país desde 2014 sem a aprovação de Damasco ou da ONU. Os EUA também são aliados de alguns grupos de militantes curdos, como as Forças Democráticas Sírias (FDS). No momento atual, pelo menos 2 mil soldados norte-americanos estão na Síria.

Segundo as FDS, as forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos estão alocadas na cidade de Manbij, no norte da Síria, desde que foi libertada dos militantes do Daesh há dois anos.

O presidente dos EUA estava pensando em retirar as tropas da Síria, mas depois de enfrentar uma forte oposição de autoridades norte-americanas, incluindo Brett McGurk, enviado especial à coalizão liderada pelos EUA, Mike Pompeo, novo secretário de Estado dos EUA, e Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior Conjunto, ele decidiu manter as forças na Síria por mais algum tempo.

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