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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Israel mata 3 palestinos desarmados

Soldados israelenses mataram três palestinos próximos da cerca que faz fronteira com a Faixa de Gaza neste domingo (6).


Sputnik

Segundo o médico palestino Izzat Shatat, as vítimas foram mortas com tiros de tanque e rajadas de metralhadora. Shatat contou que os palestinos estavam próximos da fronteira, mas não soube precisar se eles tentavam entrar em Israel.


Homens armados do Hamas carregam caixão de um de seus homens na Faixa de Gaza neste domingo (6).
Homens armados do Hamas carregam caixão © AP Photo / Khalil Hamra

Já o Exército israelense disse que quatro homens chegaram na área da cerca "com a intenção de se infiltrar e realizar de um ataque de terror" e que foram encontrados com eles os seguintes itens: machado, alicate, máscara de oxigênio, luvas e dois tanques de gás.

Os palestinos fazem protestos semanais na fronteira com Israel há mais de um mês. O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, diz que as manifestações continuarão enquanto o bloqueio de mais de uma década feito por Israel e Egito seja mantido.

Há um protesto marcado para 14 de maio — quando os Estados Unidos planejam transferir sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém — cuja área oriental foi invadida por Israel.

Já no dia seguinte, 15 de maio, os palestinos planejam a "Nakba", uma manifestação que lembra os centenas de milhares de palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas casas pela guerra que ocorreu após a criação do Estado de Israel, em 1948.

Desde o final de março, 40 manifestantes palestinos foram mortos e mais 1.700 foram feridos.

Israel tem recebido críticas internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia pelo uso de força letal contra manifestantes desarmados.

Os israelenses alegam que estão defendendo sua fronteira e as comunidades próximas — e que suas tropas miram apenas os agitadores. Israel acusa o Hamas — que jurou a destruição de Israel — de tentar realizar atentados disfarçados de protestos.

Além dos mortos e feridos no contexto das manifestações, 10 palestinos foram mortos desde 30 de março em outros incidentes fronteiriços.

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