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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Israel não quer apurar violência contra palestinos e ministro manda UE 'para o inferno'

Infeliz com os pedidos da União Europeia (UE) para investigar a suposta brutalidade da polícia israelense contra palestinos contrários ao derramamento de sangue na fronteira de Gaza, o ministro da Energia de Israel, Yuval Steinitz, disse que a UE poderia "ir para mil infernos".


Sputnik

Steinitz estava dando uma entrevista a uma emissora de rádio local quando falou sobre a UE.

"Deixem eles irem para mil infernos", conforme citado pelo jornal israelense Haaretz.

Yuval Steinitz, ministro de Energia e Recursos Hídricos de Israel
Ministro da Energia de Israel, Yuval Steinitz © AP Photo / Remy de la Mauviniere

Sua resposta seguiu o apelo da UE por uma "investigação rápida" sobre a violenta repressão policial de Israel contra os manifestantes em Haifa na última sexta-feira. Eles criticavam o Estado de Israel pelo alto número de mortos na fronteira com Gaza.

Os protestos resultaram em ferimentos graves de Jafar Farah, diretor da ONG Mossawa, de Haifa, que defende os direitos dos árabes-israelenses.

O ministro israelense disse que queria enviar "para o inferno a União Europeia, que na verdade não representa as nações europeias". Ele criticou a UE como "uma organização que ninguém lidera e é menos amigável com Israel do que os próprios Estados europeus".

A posição de Steinitz foi apoiada pelo ministro da Segurança Pública Gilad Erdan que, em resposta à demanda da UE por uma investigação rápida, disse que "Israel, como a única democracia no Oriente Médio, não precisa de advertências moralistas de um corpo tendencioso e obsessivo como a UE".

Na mesma entrevista, o ministro da Energia de Israel também criticou a UE por cimentar sua relação com o Irã e manter o acordo nuclear com o Irã.

Farah, cujo joelho havia sido quebrado em uma noite de protesto de sexta-feira, foi levado sob custódia junto com outros 20 ativistas.

"Quando fui levado à delegacia com meu filho, encontrei-o no chão coberto de sangue. Quando perguntei ao policial: ‘Quem lhe deu o direito de tratar meu filho dessa maneira?’, Sua resposta foi quebrar meu joelho", disse Farah em entrevista à Rádio do Exército.

"Em um país democrático, a perna de um manifestante detido não será quebrada", criticou o filho de Farah, Basileia, à mesma rádio.

O Ministério da Justiça israelense havia negado qualquer irregularidade policial após as manifestações de sexta-feira em Haifa. Na segunda-feira, o Departamento de Investigação Policial do Ministério da Justiça abriu uma investigação sobre alegações de brutalidade policial. Cerca de 21 ativistas dos mais de 200 presentes foram presos durante a marcha da noite de sexta-feira.

Os confrontos entre Israel e a UE têm precedentes. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, denunciou o recente derramamento de sangue em Gaza, onde centenas de manifestantes palestinos foram mortos e feridos em uma carta enviada ao Conselho Europeu.

A decisão dos EUA de mudar sua embaixada em Israel para a cidade disputada de Jerusalém levantou muitas sobrancelhas na UE, que alerta contra ela bem antes da abertura. O bloco alegou que esse movimento poderia colocar em risco o processo de paz na região.

A UE também confirmou sua posição "clara e consolidada" sobre Israel-Palestina, pedindo uma solução de dois estados baseada nas fronteiras de 1967, insistindo que Jerusalém deve ser a "capital de ambos [Estados]".

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