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Especialista: exército sírio deteve 300 militares franceses de diversas patentes

O presidente Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em Sochi, declarou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias e ao início do processo político, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria.
Sputnik

"A declaração de Vladimir Putin durante seu encontro com Bashar Assad, sobre a necessidade da retirada dos contingentes estrangeiros da Síria, arruína os sonhos dos agressores, que contam com a tentativa de realizar seus objetivos na região através de mercenários criminosos", disse à Sputnik Árabe Akram al Shalli, analista da Gestão Síria de Crise e Guerras Preventivas.

"Nas mãos do exército sírio há oficiais dos serviços de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha, países árabes e Israel. Por exemplo, só o número de militares franceses de diversos escalões é de 300 pessoas. Notamos tentativas de exercer pressão sobre o governo sírio, inclusive para libertar os militares estrangeiros presos. Mas esses sonhos não p…

Jornalista britânico propõe que Ucrânia bombardeie Ponte da Crimeia

Um jornalista britânico publicou um artigo na última terça-feira (15) sugerindo que a Ucrânia deveria destruir a recém-inaugurada Ponte da Crimeia, no estreito de Kerch, alegando que a construção da ponte é uma afronta à credibilidade da Ucrânia.


Sputnik

Na terça-feira (15), o presidente russo Vladimir Putin abriu as estradas para carros e ônibus da Ponte da Crimeia, ligando, assim, a península da Crimeia à região russa de Krasnodar. Trata-se da ponte mais extensa da Rússia, tendo comprimento de 19 quilômetros. A inauguração estava marcada para dezembro de 2018, mas os construtores concluíram trabalhos com antecedência. 

Tráfego de veículos na Ponte da Crimeia, Rússia, 16 de maio de 2018
Ponte da Crimeia © Sputnik / Aleksandr Poleguenko

No entanto, o empreendimento russo parece que não agradou certos representantes da mídia dos EUA. O jornalista britânico Tom Rogan publicou um artigo no site de notícias norte-americano "The Washington Examiner" criticando severamente a inauguração da Ponte da Crimeia por parte do governo russo. No empenho de condenar a reunificação da Crimeia ao território russo, que aconteceu em 2014, o colunista diz que a construção da ponte é uma afronta à credibilidade da Ucrânia como nação. A proposta dele? A explosão da ponte pelas forças ucranianas.

"O presidente russo, Vladimir Putin, abriu a ponte do Estreito de Kerch, ligando a Crimeia, Ucrânia, à Rússia continental na terça-feira. Putin fez isso em uma demonstração típica de bravata ao liderar uma coluna de veículos de transporte do outro lado da ponte […] A Ucrânia deve agora destruir elementos da ponte", diz Rogan.

Ao considerar as consequências de sua beligerante proposta, o jornalista chega a reconhecer que a ação levaria a uma retaliação por parte de Putin, o que geraria uma escalada da violência.

"Embora esse curso de ação seja uma escalada contra Putin e uma que quase certamente desencadeará a retaliação russa, essa ponte é uma afronta ultrajante à credibilidade da Ucrânia como nação. É claro que, da perspectiva de Putin, esse é o ponto principal. A ponte custou bilhões de dólares do governo da Rússia, mas oferece a Putin uma apropriação física e psicológica formal do território ucraniano", diz o jornalista.

De acordo com ele, "romper a ponte, mesmo que temporariamente, enviaria um sinal inconfundível de Kiev a Moscou de que os ucranianos não estão dispostos a aceitar a confortável formalização do roubo territorial de Putin".

Além dos ataques aéreos sobre a ponte, Tom Rogan sugere que "os EUA poderiam e deveriam apoiar a Ucrânia com a confiança de seu poderio militar".

Como resultado do referendo realizado em 2014, no qual a maioria dos habitantes da Crimeia optou pela separação da Ucrânia, a península foi reintegrada à Federação Russa. Apesar de várias acusações de ilegalidade da decisão, Moscou tem repetidamente declarado que o referendo na Crimeia foi realizado em plena conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU.

Vale lembrar que foi a reintegração da Crimeia à Federação Russa que desencadeou a crise entre a Rússia e Ocidente que se arrasta até hoje. Os Estados Unidos e seus aliados não reconhecem os resultados do referendo.

Ao comentar o fato de que Putin inaugurou a Ponte da Crimeia pilotando um caminhão, simbolizando um gesto de "supremacia nacionalista" da Rússia, o jornalista britânico diz que "bombardear a ponte seria, portanto, uma repreensão muito pessoal às ambições de Putin e sua narrativa de propaganda".

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