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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Jornalista britânico propõe que Ucrânia bombardeie Ponte da Crimeia

Um jornalista britânico publicou um artigo na última terça-feira (15) sugerindo que a Ucrânia deveria destruir a recém-inaugurada Ponte da Crimeia, no estreito de Kerch, alegando que a construção da ponte é uma afronta à credibilidade da Ucrânia.


Sputnik

Na terça-feira (15), o presidente russo Vladimir Putin abriu as estradas para carros e ônibus da Ponte da Crimeia, ligando, assim, a península da Crimeia à região russa de Krasnodar. Trata-se da ponte mais extensa da Rússia, tendo comprimento de 19 quilômetros. A inauguração estava marcada para dezembro de 2018, mas os construtores concluíram trabalhos com antecedência. 

Tráfego de veículos na Ponte da Crimeia, Rússia, 16 de maio de 2018
Ponte da Crimeia © Sputnik / Aleksandr Poleguenko

No entanto, o empreendimento russo parece que não agradou certos representantes da mídia dos EUA. O jornalista britânico Tom Rogan publicou um artigo no site de notícias norte-americano "The Washington Examiner" criticando severamente a inauguração da Ponte da Crimeia por parte do governo russo. No empenho de condenar a reunificação da Crimeia ao território russo, que aconteceu em 2014, o colunista diz que a construção da ponte é uma afronta à credibilidade da Ucrânia como nação. A proposta dele? A explosão da ponte pelas forças ucranianas.

"O presidente russo, Vladimir Putin, abriu a ponte do Estreito de Kerch, ligando a Crimeia, Ucrânia, à Rússia continental na terça-feira. Putin fez isso em uma demonstração típica de bravata ao liderar uma coluna de veículos de transporte do outro lado da ponte […] A Ucrânia deve agora destruir elementos da ponte", diz Rogan.

Ao considerar as consequências de sua beligerante proposta, o jornalista chega a reconhecer que a ação levaria a uma retaliação por parte de Putin, o que geraria uma escalada da violência.

"Embora esse curso de ação seja uma escalada contra Putin e uma que quase certamente desencadeará a retaliação russa, essa ponte é uma afronta ultrajante à credibilidade da Ucrânia como nação. É claro que, da perspectiva de Putin, esse é o ponto principal. A ponte custou bilhões de dólares do governo da Rússia, mas oferece a Putin uma apropriação física e psicológica formal do território ucraniano", diz o jornalista.

De acordo com ele, "romper a ponte, mesmo que temporariamente, enviaria um sinal inconfundível de Kiev a Moscou de que os ucranianos não estão dispostos a aceitar a confortável formalização do roubo territorial de Putin".

Além dos ataques aéreos sobre a ponte, Tom Rogan sugere que "os EUA poderiam e deveriam apoiar a Ucrânia com a confiança de seu poderio militar".

Como resultado do referendo realizado em 2014, no qual a maioria dos habitantes da Crimeia optou pela separação da Ucrânia, a península foi reintegrada à Federação Russa. Apesar de várias acusações de ilegalidade da decisão, Moscou tem repetidamente declarado que o referendo na Crimeia foi realizado em plena conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU.

Vale lembrar que foi a reintegração da Crimeia à Federação Russa que desencadeou a crise entre a Rússia e Ocidente que se arrasta até hoje. Os Estados Unidos e seus aliados não reconhecem os resultados do referendo.

Ao comentar o fato de que Putin inaugurou a Ponte da Crimeia pilotando um caminhão, simbolizando um gesto de "supremacia nacionalista" da Rússia, o jornalista britânico diz que "bombardear a ponte seria, portanto, uma repreensão muito pessoal às ambições de Putin e sua narrativa de propaganda".

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