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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Líder iraniano: há mais de 10 mentiras no discurso de Trump sobre saída do acordo nuclear

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, referiu-se ao discurso de Donald Trump, presidente norte-americano, sobre a saída dos EUA do acordo nuclear, como "estúpido e superficial".


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"Ele podia ter mais de 10 mentiras em seus comentários. Ele ameaçou o regime e as pessoas, dizendo que 'vou fazer isso e aquilo'. Senhor Trump, digo-lhe em nome do povo iraniano: você cometeu um erro", declarou Khamenei em 9 de maio.


Aiatolá Ali Khamenei fala em Teerã, Irã (arquivo)
Aiatolá Ali Khamenei © AP Photo / Escritório do líder supremo iraniano

Khamenei tem apoiado o acordo nuclear iraniano e criticado Donald Trump por não cumprir as promessas dadas sobre o acordo.

Na terça-feira (8), Donald Trump anunciou decisão de sair do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) e prometeu voltar a introduzir sanções econômicas mais rigorosas contra o Irã em resposta ao desenvolvimento do programa nuclear de Teerã.

Em resposta ao passo dos EUA, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse no mesmo dia que Teerã não pretende sair do JCPOA e que o acordo continua entre o Irã e os restantes cinco participantes.

O JCPOA foi assinado em 14 de julho de 2015 pela União Europeia e o grupo de países P5+1, ou seja, pela China, França, Rússia, Reino Unido e EUA mais a Alemanha. O documento estipula o cancelamento gradual das sanções contra o Irã em troca do encerramento de seu programa nuclear e autorização de inspeções para garantir caráter pacífico do programa.

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