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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
Sputnik

"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

Macron pede que Rohani mantenha acordo nuclear multilateral

O presidente da França, Emmanuel Macron, ligou nesta quarta-feira para o presidente do Irã, Hassan Rohani, expressou a vontade de manter o acordo nuclear multilateral, apesar da saída dos Estados Unidos, e ressaltou a importância de o Irã fazer o mesmo.


EFE

Paris - Ele manifestou "a vontade da França de continuar colocando em prática o acordo nuclear iraniano em todas as suas dimensões", indicou a presidência francesa em comunicado. Esse pacto nuclear multilateral foi assinado em 2015 e limita o programa atômico do Irã em troca da suspensão das sanções internacionais. Como tinha se comprometido na campanha eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou ontem o acordo assinado pelo antecessor, Barack Obama.


O presidente da França, Emmanuel Macron. EFE/ Francois Guillot/ Pool
O presidente da França, Emmanuel Macron. EFE/ Francois Guillot/ Pool

Macron e Rohani acertaram trabalhar de forma conjunta para que outros países possam prosseguir com o acordo de 2015 e a estabilidade regional seja preservada, acrescentou o Elísio. Ele lembrou que os ministros de Relações Exteriores da França e do Irã "se reunirão o quanto antes para ter um diálogo" que preserve o acordo.

O presidente francês informou ao colega sobre a declaração conjunta adotada ontem com a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, sobre a vontade de manter o tratado. Ao mesmo tempo, reiterou a vontade de iniciar um diálogo com todas as partes envolvidas para ampliar o acordo de 2015 e incluir aspectos como o programa balístico iraniano ou seu envolvimento nas crises do Oriente Médio.

Na Assembleia Nacional francesa, o ministro de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, defendeu que o pacto "não está morto" e que o Executivo em Paris fará todo o possível para convencer os países da importância da sua vigência. Além disso, assegurou que defenderá os interesses das suas empresas que têm contratos com o Irã e que foram ameaçadas com sanções por Trump.

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