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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Macron pede que Rohani mantenha acordo nuclear multilateral

O presidente da França, Emmanuel Macron, ligou nesta quarta-feira para o presidente do Irã, Hassan Rohani, expressou a vontade de manter o acordo nuclear multilateral, apesar da saída dos Estados Unidos, e ressaltou a importância de o Irã fazer o mesmo.


EFE

Paris - Ele manifestou "a vontade da França de continuar colocando em prática o acordo nuclear iraniano em todas as suas dimensões", indicou a presidência francesa em comunicado. Esse pacto nuclear multilateral foi assinado em 2015 e limita o programa atômico do Irã em troca da suspensão das sanções internacionais. Como tinha se comprometido na campanha eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou ontem o acordo assinado pelo antecessor, Barack Obama.


O presidente da França, Emmanuel Macron. EFE/ Francois Guillot/ Pool
O presidente da França, Emmanuel Macron. EFE/ Francois Guillot/ Pool

Macron e Rohani acertaram trabalhar de forma conjunta para que outros países possam prosseguir com o acordo de 2015 e a estabilidade regional seja preservada, acrescentou o Elísio. Ele lembrou que os ministros de Relações Exteriores da França e do Irã "se reunirão o quanto antes para ter um diálogo" que preserve o acordo.

O presidente francês informou ao colega sobre a declaração conjunta adotada ontem com a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, sobre a vontade de manter o tratado. Ao mesmo tempo, reiterou a vontade de iniciar um diálogo com todas as partes envolvidas para ampliar o acordo de 2015 e incluir aspectos como o programa balístico iraniano ou seu envolvimento nas crises do Oriente Médio.

Na Assembleia Nacional francesa, o ministro de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, defendeu que o pacto "não está morto" e que o Executivo em Paris fará todo o possível para convencer os países da importância da sua vigência. Além disso, assegurou que defenderá os interesses das suas empresas que têm contratos com o Irã e que foram ameaçadas com sanções por Trump.

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