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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Macron pede que Rohani mantenha acordo nuclear multilateral

O presidente da França, Emmanuel Macron, ligou nesta quarta-feira para o presidente do Irã, Hassan Rohani, expressou a vontade de manter o acordo nuclear multilateral, apesar da saída dos Estados Unidos, e ressaltou a importância de o Irã fazer o mesmo.


EFE

Paris - Ele manifestou "a vontade da França de continuar colocando em prática o acordo nuclear iraniano em todas as suas dimensões", indicou a presidência francesa em comunicado. Esse pacto nuclear multilateral foi assinado em 2015 e limita o programa atômico do Irã em troca da suspensão das sanções internacionais. Como tinha se comprometido na campanha eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou ontem o acordo assinado pelo antecessor, Barack Obama.


O presidente da França, Emmanuel Macron. EFE/ Francois Guillot/ Pool
O presidente da França, Emmanuel Macron. EFE/ Francois Guillot/ Pool

Macron e Rohani acertaram trabalhar de forma conjunta para que outros países possam prosseguir com o acordo de 2015 e a estabilidade regional seja preservada, acrescentou o Elísio. Ele lembrou que os ministros de Relações Exteriores da França e do Irã "se reunirão o quanto antes para ter um diálogo" que preserve o acordo.

O presidente francês informou ao colega sobre a declaração conjunta adotada ontem com a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, sobre a vontade de manter o tratado. Ao mesmo tempo, reiterou a vontade de iniciar um diálogo com todas as partes envolvidas para ampliar o acordo de 2015 e incluir aspectos como o programa balístico iraniano ou seu envolvimento nas crises do Oriente Médio.

Na Assembleia Nacional francesa, o ministro de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, defendeu que o pacto "não está morto" e que o Executivo em Paris fará todo o possível para convencer os países da importância da sua vigência. Além disso, assegurou que defenderá os interesses das suas empresas que têm contratos com o Irã e que foram ameaçadas com sanções por Trump.

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