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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Merkel diz que Irã cumpriu acordos e insiste em compromisso com pacto

A chanceler alemã, Angela Merkel, destacou que o Irã "cumpriu" com os termos do acordo nuclear alcançado em 2015 e defendeu a necessidade de ficar dentro do pacto, "apesar da pesada carga" que representa a saída dos Estados Unidos.


EFE

Berlim - "Faremos todo o possível para que o Irã se mantenha dentro do acordo", afirmou Merkel em um ato do seu partido, o União Democrata-Cristã (CDU), que qualificou o pacto de "importante coluna" para a segurança do conjunto da região.


Merkel em foto de abril de 2018. EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS
Merkel em foto de abril de 2018. EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS

A líder alemã destacou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) - o "encarregada de verificar o cumprimento" dos acordos - confirmou que Teerã se manteve nos termos estipulados, por isso é "importante" que reunir esforços para conseguir que continue dentro. Por outro lado, ela admitiu que é preciso "continuar trabalhando" em um conceito global para garantir que o Irã não desenvolverá armas nucleares no futuro.

A chanceler considerou que a decisão adotada ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "evidencia mais uma vez" a necessidade que os europeus têm de assumir maiores responsabilidades na política de segurança e na resolução de conflitos.

Depois da decisão de Trump de sair do acordo nuclear, surgiram as exigências da indústria alemã ao governo para que apoie os interesses do Irã, perante a eventual possibilidade que os Estados Unidos decidam sanções que afetem os seus negócios.

"O empresário está preocupado com a possibilidade de que os negócios com o Irã sejam prejudicados", apontou a Câmara do Comércio e da Indústria da Alemanha (DIHK) em comunicado.

No texto, o grupo lembrou que as empresas europeias podem ser afetadas caso os seus parceiros iranianos sejam incluídos em novas sanções americanas.

Imediatamente depois do anúncio de Trump, o embaixador dos Estados Unidos na Alemanha, Richard Grenell, pressionou às indústrias alemãs a deixar os seus negócios com o Irã "imediatamente". O porta-voz do governo de Merkel, Steffen Seibert, indicou o Executivo está analisando "como e quando" o anúncio de Trump pode ter efeito sobre as empresas alemãs ou o restante da Europa.

Ele insistiu, além disso, na determinação dos parceiros europeus em dar uma resposta pactuada a decisão do presidente americano e mencionou o comunicado conjunto emitido ontem por Berlim, Paris e Londres a esse respeito.

Essa reação conjunta dos três veio depois de uma conversa mantida entre a chanceler Merkel, o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

O pacto, assinado em 2015 entre o Irã e o Grupo 5+1 - Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha -, limita o programa atômico do Irã em troca da suspensão das sanções internacionais.

Os três governos destacaram que esse acordo, assinado pelo então presidente Barack Obama, "reforçava a segurança mundial" e pediram que o governo de Trump "evite qualquer medida" que possa "impedir" a implementação do acordo das partes que estão decididas a respeitá-lo.

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