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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
Sputnik

"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

Mídia: ex-secretário de Estado dos EUA Kerry tenta salvar acordo nuclear iraniano

O ex-secretário de Estado norte-americano John Kerry, que participou da assinatura do acordo nuclear com Teerã, já se encontrou várias vezes durante este ano com o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, para encontrar uma solução para a crise em torno do documento, revela a edição Boston Globe com referência a uma fonte.


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Conforme o diário, Kerry e Zarif discutiram os meios de preservar o acordo, mas não se precisa se conseguiram alcançar algum progresso. "[Kerry] está envolvido em uma incomum diplomacia de sombra com o alto oficial iraniano", ressalta o jornal.


Ex-secretário de Estado dos EUA John Kerry durante reunião do Conselho de Cooperação do Golfo, Manama (foto de arquivo)
Ex-secretário de Estado norte-americano John Kerry © AFP 2018/ JONATHAN ERNST

Em 14 de julho de 2015, o Irã e seis países mediadores (Rússia, EUA, Reino Unido, China, França e Alemanha) alcançaram um acordo histórico sobre a regulação do prolongado problema do programa nuclear de Teerã. Foi adotado o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), em troca do cancelamento das sanções econômicas e financeiras antes introduzidas contra o Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, EUA e União Europeia.

No próximo 12 de maio, o presidente norte-americano, Donald Trump, após discussões com o Reino Unido, Alemanha e França, vai anunciar se os EUA continuarão a fazer parte do acordo nuclear. Trump se expressou várias vezes contra o documento, ameaçando abandoná-lo, caso as partes não consigam "corrigi-lo".

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