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Especialista: exército sírio deteve 300 militares franceses de diversas patentes

O presidente Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em Sochi, declarou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias e ao início do processo político, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria.
Sputnik

"A declaração de Vladimir Putin durante seu encontro com Bashar Assad, sobre a necessidade da retirada dos contingentes estrangeiros da Síria, arruína os sonhos dos agressores, que contam com a tentativa de realizar seus objetivos na região através de mercenários criminosos", disse à Sputnik Árabe Akram al Shalli, analista da Gestão Síria de Crise e Guerras Preventivas.

"Nas mãos do exército sírio há oficiais dos serviços de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha, países árabes e Israel. Por exemplo, só o número de militares franceses de diversos escalões é de 300 pessoas. Notamos tentativas de exercer pressão sobre o governo sírio, inclusive para libertar os militares estrangeiros presos. Mas esses sonhos não p…

Militares brasileiros são alvo de ataque com pedras na República Centro-Africana

Tenente-coronel do Exército e capitã de corveta da Marinha atuam como observadores em missão de paz da ONU. Eles integravam comboio atacado na capital Bangui.


Por Gustavo Garcia | G1, Brasília

Um comboio integrado por dois militares brasileiros foi alvo de um ataque com pedras nesta terça-feira (1º) durante patrulhamento em Bangui, capital da República Centro-Africana.

Comboio com militares brasileiros é atacado na República Centro-Africana (Foto: Editoria de Arte / G1)
Comboio com militares brasileiros é atacado na República Centro-Africana (Foto: Editoria de Arte / G1)

Os dois atuam como observadores em uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país africano.

Em novembro do ano passado, a ONU pediu ao Brasil o envio de tropas para a República Centro-Africana, mas o pedido ainda não foi atendido. Segundo a Cruz Vermelha, o país vive uma tragédia humanitária.

Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, no ataque, o tenente-coronel do Exército Carlos Rocha ficou ferido e a capitã de corveta da Marinha Márcia Braga sofreu escoriações leves.

De acordo com o almirante Rogério Lage, da Subchefia de Operações de Paz do Ministério da Defesa, o apedrejamento aconteceu durante confronto entre muçulmanos e cristãos no local.

Em razão do ataque com pedras, o motorista do veículo em que os brasileiros estavam perdeu o controle e colidiu com uma árvore, o que, segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, causou uma fratura no nariz do tenente-coronel.

Rogério Lage disse que, além da lesão na face, o militar tem suspeita de traumatismo craniano.

Um policial local, que estava armado, ajudou os militares brasileiros a deixar o veículo. Depois que eles foram retirados, informou o centro do Exército, o veículo foi incendiado pelos autores do ataque.

Segundo o Centro de Comunicação do Exército, o tenente-coronel foi encaminhado para um hospital da ONU em Uganda. Ele estava consciente depois do ataque. A capitã de corveta permaneceu na República Centro-Africana.

Os familiares dos militares brasileiros foram avisados. Um adido militar brasileiro estava em deslocamento para o local a fim de obter mais informações sobre o caso e sobre o estado de saúde dos militares.

Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, os observadores são divididos em áreas e, rotineiramente, fazem patrulhamentos a fim de identificar eventuais conflitos nesses locais.

Nota do Ministério da Defesa

O Ministério da Defesa divulgou nota à imprensa sobre o ataque na República Centro-Africana:

O Ministério da Defesa, por intermédio da Subchefia de Operações de Paz, informa que, nesta terça-feira, em Bangui, capital da cidade da República Centro-Africana, houve um confronto local no bairro mulçumano PK5. Durante o ataque, uma viatura da Organização das Nações Unidas (ONU), com 2 militares brasileiros, do Estado Maior da Força de Paz da ONU na República Centro Africana (MINUSCA), foi apedrejada, sendo danificada.

Na continuidade da ação, a capitão-de-corveta Márcia Andrade Braga, da Marinha do Brasil, e o tenente-coronel Carlos Henrique Martins Rocha, do Exército Brasileiro, foram feridos. Em seguida, a polícia local agiu e os militares foram deslocados para uma Unidade Médica Nível 2 (atendimento hospitalar de baixa complexidade). A militar da Marinha teve escoriações e ferimentos leves e já recebeu alta. O coronel Rocha teve uma lesão na face e suspeita de traumatismo cranioencefálico, e foi deslocado para uma Unidade Médica Nível 3 (hospital) em Entebbe, Uganda.

O estado de saúde do militar do Exército é estável, e está sendo prestada a assistência necessária a seus familiares. Uma equipe da ONU acompanha o atendimento ao coronel e o adido do Exército Brasileiro está a caminho do local. O Ministério da Defesa coordena as ações referente à situação.

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