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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

'Momento histórico': Suécia remilitariza sua maior ilha do Báltico

Apesar dos 350 soldados serem incomparavelmente menor que os 25 mil que estiveram presentes na Gotlândia há algumas décadas, a medida sinaliza uma mudança na doutrina militar sueca.


Sputnik

Depois de mais de uma década de desmilitarização, o regimento P 18 da Gotlândia foi reintegrado com muita ostentação, reportou a emissora sueca SVT, classificando o momento de "histórico", já que a ilha báltica acolheu novamente as tropas regulares.

Militares das Forças Armadas da Suécia na ilha de Gotlândia, Suécia
Militares suecos na ilha de Gotlândia © REUTERS / TT News Agency/ Soren Andersson

"Em termos de segurança, vivemos em uma realidade de imprevisibilidade e mudanças rápidas, mesmo em nossas imediações. Para sermos capazes de enfrentar todas as ameaças e todos os desafios, precisamos estar presentes onde nossas habilidades são mais necessárias. Isso se aplica à Gotlândia", disse o comandante supremo Micael Bydén durante a cerimônia, enfatizando que a Gotlândia tem sido um lugar de importância estratégica por séculos e permanece assim até hoje.

Bydén participou da cerimônia formal na Gotlândia ao lado do rei Carl Gustaf XVI, do primeiro-ministro Stefan Loefvén e do ministro da Defesa, Peter Hultqvist.

Nas últimas décadas, os gastos militares da Suécia diminuíram de 3,1% do PIB em 1981 para 1,1% em 2015. Do mesmo modo, o número de regimentos e flotilhas foi reduzido de 40 para apenas 20 desde 1990, a maior redução ocorrida no início dos anos 2000. O P 18 foi dissolvido em 2005, apenas para reaparecer agora.

Juntamente com o grupo de batalha, o regimento incluirá cerca de 350 pessoas. No entanto, nem todos estarão alocados na ilha ao mesmo tempo. O P 18 contará com cerca de 150 funcionários permanentes, o restante será composto de funcionários temporários ou recrutas. Espera-se que o regimento da Gotlândia se torne totalmente operacional até 2020, quando uma nova guarnição no campo de tiro de Tofta for concluída. Gotlândia foi a primeira província sueca a introduzir o serviço militar obrigatório em 1811, depois da guerra finlandesa de 1808-1809 com o Império Russo, que para a Suécia resultou na perda da Finlândia.

A remilitarização da Gotlândia é baseada no acordo de defesa de 2015, quando o governo sueco decidiu sobre uma presença militar permanente na ilha devido a uma "deterioração da situação de segurança" e de uma "Rússia cada vez mais assertiva".

No início deste mês, a Suécia entrou em um acordo de defesa trilateral com a Finlândia e os EUA. Este acordo inclui, entre outras coisas, uma grande presença de tropas norte-americanas na Escandinávia.

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