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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Nações Unidas pedem um basta à violência em Gaza

Escritório de Direitos Humanos condena mortes de 58 palestinos e ataques contra manifestantes, sendo que mais de 1,3 mil ficaram feridos por tiros das forças de segurança de Israel; hospitais em Gaza com dificuldades para atender todos os feridos; Conselho de Segurança deve se reunir nesta terça-feira sobre a situação.


ONU

O Escritório de Direitos Humanos da ONU condena a violência ocorrida na segunda-feira em Gaza, quando 58 palestinos foram mortos e mais de 1,3 mil manifestantes foram feridos por tiros disparados pelas forças de segurança de Israel.

Tiros atingiram esse adolescente de 14 anos, que ficou com as duas pernas feridas | Foto: Save the Children/Mohamed N Ali

Mas o total de feridos é muito maior segundo a ONU, passando de 2,7 mil pessoas. Seis crianças palestinas estão entre os mortos. O Escritório de Direitos Humanos pede um basta e contenção máxima nesses próximos dias.

Sem hospitais

Fontes locais afirmam que cerca de 35 mil pessoas participaram dos protestos. O Conselho de Segurança deve se reunir sobre a situação nesta terça-feira.

O sistema de saúde de Gaza, que já funciona em condições difíceis, tem sofrido para dar conta de atender tantos feridos. Segundo o Escritório da ONU, as pessoas que precisam de tratamento enfrentam “um pesadelo” pela falta de leitos nos hospitais e de serviços médicos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca que são necessários, com urgência, antibióticos, adrenalina e medicamentos para o tratamento do câncer. Os remédios para tratar câncer só são suficientes para um mês.

Retaliação

Segundo a OMS, US$ 6 milhões são necessários para cobrir as emergências de saúde na Faixa de Gaza.

O Escritório de Direitos Humanos também afirma haver casos de pessoas que foram proibidas por Israel de deixar Gaza para receber tratamento. As regras em relação ao uso da força “são ignoradas”, com pessoas atirando contra os palestinos a apenas 700 metros da fronteira.

Manifestantes na fronteira jogaram pedras e coquetel Molotov nas forças de segurança de Israel e alguns tentaram destruir a cerca que separa Gaza de Israel. As forças de segurança israelenses responderam com gás lacrimogênio, balas de borracha e tiros de armas de fogos.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU pede investigações independentes e transparentes sobre os mortos e feridos. Desde 30 de março, 112 palestinos foram mortos nos protestos.

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