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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Nações Unidas pedem um basta à violência em Gaza

Escritório de Direitos Humanos condena mortes de 58 palestinos e ataques contra manifestantes, sendo que mais de 1,3 mil ficaram feridos por tiros das forças de segurança de Israel; hospitais em Gaza com dificuldades para atender todos os feridos; Conselho de Segurança deve se reunir nesta terça-feira sobre a situação.


ONU

O Escritório de Direitos Humanos da ONU condena a violência ocorrida na segunda-feira em Gaza, quando 58 palestinos foram mortos e mais de 1,3 mil manifestantes foram feridos por tiros disparados pelas forças de segurança de Israel.

Tiros atingiram esse adolescente de 14 anos, que ficou com as duas pernas feridas | Foto: Save the Children/Mohamed N Ali

Mas o total de feridos é muito maior segundo a ONU, passando de 2,7 mil pessoas. Seis crianças palestinas estão entre os mortos. O Escritório de Direitos Humanos pede um basta e contenção máxima nesses próximos dias.

Sem hospitais

Fontes locais afirmam que cerca de 35 mil pessoas participaram dos protestos. O Conselho de Segurança deve se reunir sobre a situação nesta terça-feira.

O sistema de saúde de Gaza, que já funciona em condições difíceis, tem sofrido para dar conta de atender tantos feridos. Segundo o Escritório da ONU, as pessoas que precisam de tratamento enfrentam “um pesadelo” pela falta de leitos nos hospitais e de serviços médicos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca que são necessários, com urgência, antibióticos, adrenalina e medicamentos para o tratamento do câncer. Os remédios para tratar câncer só são suficientes para um mês.

Retaliação

Segundo a OMS, US$ 6 milhões são necessários para cobrir as emergências de saúde na Faixa de Gaza.

O Escritório de Direitos Humanos também afirma haver casos de pessoas que foram proibidas por Israel de deixar Gaza para receber tratamento. As regras em relação ao uso da força “são ignoradas”, com pessoas atirando contra os palestinos a apenas 700 metros da fronteira.

Manifestantes na fronteira jogaram pedras e coquetel Molotov nas forças de segurança de Israel e alguns tentaram destruir a cerca que separa Gaza de Israel. As forças de segurança israelenses responderam com gás lacrimogênio, balas de borracha e tiros de armas de fogos.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU pede investigações independentes e transparentes sobre os mortos e feridos. Desde 30 de março, 112 palestinos foram mortos nos protestos.

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