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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Netanyahu descreve presidente turco como 'um dos maiores apoiadores do Hamas'

Na segunda-feira (14), Ancara convocou seus embaixadores dos Estados Unidos e de Israel após a morte de mais de 50 civis durante os recentes confrontos entre exército israelense e palestinos na Faixa de Gaza.


Sputnik

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu o presidente turco Recep Tayyip Erdogan como "um dos maiores apoiadores do Hamas", que "sem dúvidas entende muito bem o que significa terrorismo e massacre".

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu © AFP 2018 / RONEN ZVULUN / POOL

"Eu recomendo que Erdogan não nos ensine moralidade", ressaltou Netanyahu durante coletiva de imprensa.

A declaração veio pouco depois de Erdogan ter dito que Ancara decidiu retirar seus embaixadores de Washington e Tel Aviv devido às ações de Israel na Faixa de Gaza, onde pelo menos 59 palestinos foram mortos em confrontos com as forças israelenses.

"A Turquia reagirá a isso severamente. Nós retiramos nossos embaixadores de Washington e Tel Aviv para consultas […] Também propomos a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Vamos conversar com muitos líderes e estamos declarando luto nacional de três dias a partir de amanhã", disse Erdogan.

Ele também chamou Israel de "Estado terrorista", descrevendo suas ações contra os palestinos como genocídio.

O mesmo foi repetido pelo primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, que pediu aos países muçulmanos que reconsiderem suas relações com Israel após a violência em Gaza.

Os acontecimentos começaram em meio à cerimônia de inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém na segunda-feira (14), que foi anunciada inicialmente em dezembro e provocou protestos em massa em países muçulmanos, bem como críticas dos Estados que apoiam a solução do conflito palestino-israelense.

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