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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Netanyahu descreve presidente turco como 'um dos maiores apoiadores do Hamas'

Na segunda-feira (14), Ancara convocou seus embaixadores dos Estados Unidos e de Israel após a morte de mais de 50 civis durante os recentes confrontos entre exército israelense e palestinos na Faixa de Gaza.


Sputnik

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu o presidente turco Recep Tayyip Erdogan como "um dos maiores apoiadores do Hamas", que "sem dúvidas entende muito bem o que significa terrorismo e massacre".

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu © AFP 2018 / RONEN ZVULUN / POOL

"Eu recomendo que Erdogan não nos ensine moralidade", ressaltou Netanyahu durante coletiva de imprensa.

A declaração veio pouco depois de Erdogan ter dito que Ancara decidiu retirar seus embaixadores de Washington e Tel Aviv devido às ações de Israel na Faixa de Gaza, onde pelo menos 59 palestinos foram mortos em confrontos com as forças israelenses.

"A Turquia reagirá a isso severamente. Nós retiramos nossos embaixadores de Washington e Tel Aviv para consultas […] Também propomos a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Vamos conversar com muitos líderes e estamos declarando luto nacional de três dias a partir de amanhã", disse Erdogan.

Ele também chamou Israel de "Estado terrorista", descrevendo suas ações contra os palestinos como genocídio.

O mesmo foi repetido pelo primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, que pediu aos países muçulmanos que reconsiderem suas relações com Israel após a violência em Gaza.

Os acontecimentos começaram em meio à cerimônia de inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém na segunda-feira (14), que foi anunciada inicialmente em dezembro e provocou protestos em massa em países muçulmanos, bem como críticas dos Estados que apoiam a solução do conflito palestino-israelense.

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