Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Netanyahu tem 'sangue palestino nas mãos' e conduz 'Estado do apartheid', diz Erdogan

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificando-o como um líder de um "Estado do apartheid" e aconselhou-o a dar uma "lição de humanidade" lendo os 10 Mandamentos.


Sputnik

Erdogan escreveu o comentário no Twitter um dia depois de 59 manifestantes palestinos terem sido mortos por forças israelenses na fronteira de Gaza.

Presidente da Turquia Tayyip Erdogan. 16 de março, 2016
Recep Tayyip Erdogan © REUTERS / Umit Bektas

O tweet também disse que Netanyahu "tem o sangue dos palestinos em mãos" e que "não pode encobrir crimes ao atacar a Turquia".

Netanyahu já havia usado a rede social para chamar Erdogan de "partidário do Hamas" e disse que o líder turco não deveria tentar "pregar moralidade" a Israel.

Na terça-feira, Erdogan anunciou que a Turquia retiraria seus embaixadores de Washington e Tel Aviv e expulsaria o embaixador de Israel em Ancara em resposta à morte de vários palestinos na Faixa de Gaza no mais sangrento dia de protestos em semanas.

Horas depois, Israel reagiu expulsando o cônsul turco em Jerusalém.

Os palestinos protestavam contra a abertura da nova embaixada dos EUA em Jerusalém, cuja parte leste eles reivindicam como sua própria capital.

Ancara disse que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e abrir uma embaixada lá estava "violando a lei internacional e todas as resoluções relevantes da ONU".

A Turquia tem sido um dos maiores críticos da resposta de Israel aos recentes protestos. O porta-voz do governo turco, Bekir Bozdag, disse na segunda-feira que Ancara considera os EUA igualmente responsáveis pelo derramamento de sangue.

"Os Estados Unidos são parte do problema, não a solução", avaliou.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas