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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Netanyahu tem 'sangue palestino nas mãos' e conduz 'Estado do apartheid', diz Erdogan

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificando-o como um líder de um "Estado do apartheid" e aconselhou-o a dar uma "lição de humanidade" lendo os 10 Mandamentos.


Sputnik

Erdogan escreveu o comentário no Twitter um dia depois de 59 manifestantes palestinos terem sido mortos por forças israelenses na fronteira de Gaza.

Presidente da Turquia Tayyip Erdogan. 16 de março, 2016
Recep Tayyip Erdogan © REUTERS / Umit Bektas

O tweet também disse que Netanyahu "tem o sangue dos palestinos em mãos" e que "não pode encobrir crimes ao atacar a Turquia".

Netanyahu já havia usado a rede social para chamar Erdogan de "partidário do Hamas" e disse que o líder turco não deveria tentar "pregar moralidade" a Israel.

Na terça-feira, Erdogan anunciou que a Turquia retiraria seus embaixadores de Washington e Tel Aviv e expulsaria o embaixador de Israel em Ancara em resposta à morte de vários palestinos na Faixa de Gaza no mais sangrento dia de protestos em semanas.

Horas depois, Israel reagiu expulsando o cônsul turco em Jerusalém.

Os palestinos protestavam contra a abertura da nova embaixada dos EUA em Jerusalém, cuja parte leste eles reivindicam como sua própria capital.

Ancara disse que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e abrir uma embaixada lá estava "violando a lei internacional e todas as resoluções relevantes da ONU".

A Turquia tem sido um dos maiores críticos da resposta de Israel aos recentes protestos. O porta-voz do governo turco, Bekir Bozdag, disse na segunda-feira que Ancara considera os EUA igualmente responsáveis pelo derramamento de sangue.

"Os Estados Unidos são parte do problema, não a solução", avaliou.

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