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Irã desloca sistema russo de defesa S-300 para a costa do golfo Pérsico (VÍDEO)

Uma coluna de caminhões iranianos transportando vários sistemas anti-aéreos russos S-300 Favorit para a costa do golfo Pérsico foi capturada em vídeo por um motorista e postada no YouTube.
Sputnik

O vídeo mostra como caminhões transportam partes dos sistemas antiaéreos e coincide com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã com o envio de um grupo de combate naval dos EUA para a costa iranianas, relata Alarabiya.


Segundo o jornal russo Rossiyiskaya Gazeta, o envio dessas unidades do S-300 para a costa persa responde à crescente presença militar e naval dos Estados Unidos. O artigo também explica que as unidades não viajam sozinhas por via terrestre e fazem isso em caminhões para preservar sua vida útil e garantir a segurança durante a viagem.

Em 13 de maio, o comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadé, assegurou que o país persa estava pronto para atacar os Estados Unidos devido à presença do referido grupo naval na região.

Hajizadé…

Obama critica decisão de Trump sobre Irã

Respondendo à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de se retirar do acordo nuclear com o Irã de 2015, o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou um comunicado chamando o movimento de "equivocado".


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"Em uma democracia, sempre haverá mudanças nas políticas e prioridades de um governo para o próximo. Mas a desconsideração consistente de acordos que nosso país é parte corrói a credibilidade da América e nos coloca em desacordo com as maiores potências do mundo.", escreveu o ex-presidente no Twitter.


Donald Trump e Barack Obama antes da cerimônia
Donald Trump e Barack Obama © REUTERS / Carlos Barria

A declaração continua dizendo que o acordo de 2015 não foi "apenas um acordo entre minha administração e o governo iraniano".

"Depois de anos construindo uma coalizão internacional que poderia impor sanções ao Irã, chegamos ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, sigla em inglês) junto com o Reino Unido, França, Alemanha, União Europeia, Rússia, China e Irã. É um acordo multilateral de controle de armas, endossado por unanimidade por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas ", concluiu a declaração.

Segundo o ex-secretário de Estado dos EUA, John Kerry, a decisão "enfraquece nossa segurança, quebra a palavra americana, isola-nos de nossos aliados europeus, coloca Israel em risco maior, fortalece os radicais iranianos e reduz nossa influência global para lidar com o mau comportamento de Teerã".

"Em vez de se basear em medidas de verificação de não-proliferação sem precedentes, essa decisão corre o risco de jogá-las fora e arrastar o mundo de volta à beira do abismo que enfrentamos há alguns anos", escreveu ele. "A extensão do dano dependerá do que a Europa pode fazer para manter o acordo nuclear unido e dependerá da reação do Irã".

Falando aos repórteres, Trump chamou o acordo de "um acordo horrível, unilateral que nunca deveria ter sido feito", e sugeriu que era "defeituoso em sua essência".

O Tesouro dos EUA disse em um comunicado logo após o anúncio de Trump que as sanções dos EUA contra o Irã entrariam em vigor a partir de novembro.

"Washington não será refém da chantagem nuclear", disse POTUS, ressaltando que sua decisão levaria a uma América "muito mais segura".

Após o anúncio de Trump, o presidente iraniano Hassan Rouhani afirmou que os EUA estavam cometendo "guerra psicológica" e que a decisão continuava a longa história dos EUA de minar os tratados internacionais.

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