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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Palestina vive dia de greve geral e confrontos no 70º aniversário da Nakba

Os palestinos fazem nesta terça-feira uma greve geral e uma jornada de luto no 70º aniversário da Nakba, a "catástrofe" (em tradução do árabe) que representou para eles a fundação de Israel em 1948 e após a morte de 60 pessoas nos protestos de ontem na Faixa de Gaza reivindicando o retorno dos refugiados e contra a mudança da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém.


EFE

Jerusalém - Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental amanheceram com os estabelecimentos comerciais fechados, escolas, universidades e creches sem aulas e paralisação nas instituições públicas em sinal de luto e para marcar os 70 anos do início do exílio do povo palestino.

EFE/ Abed Al Hashlamoun
EFE/ Abed Al Hashlamoun

O Comitê Superior de Acompanhamento da Comunidade Árabe em Israel também convocou uma greve geral hoje nas cidades árabes dentro de Israel em protesto pelo que eles consideram que foi um "massacre" ontem em Gaza e pelo aniversário da Nakba, informou hoje a agência estatal palestina "Wafa".

A comunidade internacional mostrou ontem sua preocupação com o alto número de mortes em Gaza, onde mais de 2.700 pessoas também ficaram feridas, metade delas por tiros e estilhaços do exército israelense, que usou munição real e métodos de dispersão de massa contra os manifestantes e advertiu que não permitirá distúrbios perto da linha divisória.

Israel garantiu hoje que mantém o reforço de seus efetivos na fronteira com a Faixa, para evitar ataques à cerca e a infiltração de palestinos em seu território.

A ministra da Justiça israelense, Ayelet Shaked, manifestou nesta manhã à rádio militar que Gaza estaria tranquila se derrubasse o regime do Hamas, que ela tachou de "organização terrorista assassina que tomou o controle da Faixa".

A rádio militar garante que dezenas de palestinos começaram a se reunir em frente ao posto fronteiriço de Karni para voltarem a se manifestar, mas os protestos previstos para hoje foram suspensos em sinal de luto pelas vítimas de ontem.

Turquia e África do Sul convocaram para consultas seus embaixadores em Tel Aviv, em protesto pelo ocorrido ontem, e Estados Unidos, Austrália e Alemanha responsabilizaram o movimento islamita Hamas pelas mortes.

O Conselho de Segurança da ONU discutirá hoje os acontecimentos de ontem em Gaza em uma reunião solicitada de urgência pelo Kuwait em nome dos países árabes.

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