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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Para que Rússia recupera sua força naval no Mediterrâneo?

A Marinha da Rússia está reforçando sua presença no Mediterrâneo mantendo vigilância permanente na região com navios armados com mísseis de cruzeiro Kalibr. O objetivo principal é neutralizar ameaças de grupos extremistas que operam nessa complicada área geopolítica.


Sputnik

Evidentemente, a esquadra executará outras tarefas estratégicas no decorrer do tempo.

Navio ligeiro de mísseis Grad Sviyazhinsk dispara míssil Kalibr
Navio ligeiro de mísseis Grad Sviyazhinsk disparando míssil Kalibr © Sputnik / Denis Abramov

Região 'explosiva'

Militares russos têm usado com sucesso mísseis de cruzeiro Kalibr na luta contra o terrorismo. Desde 2015, com esses mísseis foram destruídas dezenas de instalações do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia), centenas de veículos blindados e milhares de terroristas. Contudo, essa arma não foi fabricada para combater o terrorismo.

"Durante a Guerra Fria, a 5ª esquadra da Marinha da URSS operava no mar Mediterrâneo como uma frota para contenção de possíveis ataques de porta-aviões norte-americanos que poderiam atacar a União Soviética cruzando o território da Turquia. A nossa costa sul estava sob ameaça. A principal tarefa dos navios e submarinos da esquadra era impedir que o inimigo chegasse à distância de ataque e realizasse seus planos em caso de conflito armado", disse o especialista militar Konstantin Sivkov.

Ele acrescentou que, desde 2013, a esquadra atual da Marinha da Rússia no Mediterrâneo tem objetivos semelhantes e a presença de mísseis de cruzeiro Kalibr em seus navios aumenta suas capacidades de combate.

Atualmente a força-tarefa no Mediterrâneo usa a mesma tática de monitoramento para antecipar as ações do possível inimigo, tal como nos tempos soviéticos. No entanto, mesmo em tempos de paz, a esquadra operacional tem seus deveres. O Oriente Médio é uma região "explosiva". Os navios equipados com Kalibr podem desempenhar um papel pacificador eficaz contendo as agressões de determinados países e grupos e, ao mesmo tempo, apoiar os aliados da Rússia, garantir a segurança de cidadãos russos que vivem e trabalham nos países da região e assegurar a navegação segura de navios mercantes.

Raio de ação

Outro objetivo importante do fortalecimento da esquadra é a segurança da Frota do Mar Negro em caso de deterioração nas relações com a OTAN. Se um inimigo fechar o estreito de Bósforo, os navios da Frota não conseguirão sair do mar Negro. Nessa situação, a força-tarefa no Mediterrâneo poderá assumir as operações militares com uso dos mísseis Kalibr, que têm um raio de alcance bem maior do que a partir dos mares Negro ou Cáspio.

"O raio de alcance dos mísseis de cruzeiro é bastante amplo para cumprir múltiplas tarefas […] Se for necessário, os navios russos poderão ajudar a Índia, nossa aliada nos BRICS", informou o especialista militar Aleksey Leonkov.

Segundo ele, os mísseis de cruzeiro permitem que a esquadra mediterrânea resolva tarefas estratégicas e mantenha os inimigos longe.

É cedo para falar sobre a composição da força naval. Mas geralmente esses agrupamentos consistem de submarinos, um cruzador, um navio antissubmarino grande e uma fragata. A quantidade varia, dependendo da situação na região e das tarefas específicas. O reforço da esquadra com mísseis Kalibr sugere a inclusão de vários navios dos tipos navio-patrulha e corveta, os principais portadores dos novos mísseis de cruzeiro. Por sua vez, cada um deles terá uma tarefa determinada.

O comandante das Forças Navais dos EUA na Europa e África, almirante James Foggo, declarou que os navios norte-americanos estão prontos para se defenderem dos mísseis de cruzeiro russos, mas não procuram o conflito. Por trás dessa frase diplomática observa-se uma certa preocupação.

"Os norte-americanos não gostam que alguém no mundo tenha mísseis de cruzeiro de longo alcance não inferiores aos seus mísseis Tomahawk", observou Leonkov.

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